Dias para descanso, fases para poucas obrigações, existência de certezas líquidas.
Se só o diabo é quem trabalha em mentes vazias, saudade sem rosto é coisa de baixo. Liberdade desértica só pode ser sagrada se exceção: solidão perene nos algema simbioticamente: correntes nutrem a alma que renasce, de punhos mostrados, em resignação que lustra os cadeados a nos impedir razão, sanidade.
Faz falta ser par, sempre foi assim; não como nos entorpecem príncipes, princesas e felizes finais, mas pares que nos catam, folhas que somos, ao vento - guardando-nos em segura concha, sem pressão; fazendo mais planos os nossos horizontes à medida que vamos nos entregando, aconchegando.
Nos prendendo.
Partir da mediocridade ao conhecimento não mais é oportunidade, é dever.
domingo, 27 de novembro de 2016
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Preço - Pressa
Esquecer a urgência da calma hedoniza prazeres medíocres: grandes satisfações costumam vir de sonhos, metas e caminhos; a vida voa - ou nos empenhamos agora ou logo não teremos tempo para usufruição, nem que o vento traga nossos desejos feito folhas esfregando-se em nossos rostos.
sábado, 19 de novembro de 2016
Antiespelho
Quando faz-se da inadequação regra, repelimos quem de fato somos; o caos emocional não é lugar habitável, mas há muita gente por lá. Pessoas que não ampliam nossos horizontes devem permanecer afastadas, devemos nós afastá-las: o mal, antes de "botar as asinhas de fora" - chega carinhoso, manso.
E para sair é uma trabalheira...
E para sair é uma trabalheira...
Eu
Um povo ensimesmado, vários povos de um.
Egos e olhos voltados para cima; nunca para os lados - gerando vestes, "tapas" -como o bruto uso sugere - proibitivas a olhares horizontais, à visão panorâmica.
A verdade é que poucos sem importam com poucos; e raro é que o significado seja recíproco. Herdamos muito dos tempos das caçadas, e o mundo evoluiu antes de nós. Se é toda a iniquidade defesa, espero que todos nós nos desarmemos.
Egos e olhos voltados para cima; nunca para os lados - gerando vestes, "tapas" -como o bruto uso sugere - proibitivas a olhares horizontais, à visão panorâmica.
A verdade é que poucos sem importam com poucos; e raro é que o significado seja recíproco. Herdamos muito dos tempos das caçadas, e o mundo evoluiu antes de nós. Se é toda a iniquidade defesa, espero que todos nós nos desarmemos.
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Enfim, ...
Não perdoar é manter um defunto em nossa sala de estar; esquartejemos o mal que nos fizeram e, embalados em saco preto, alijemos no mais indiferentes dos nossos rios anímicos.
Carregar o ódio nos impossibilita de abraçar novas chances.
Carregar o ódio nos impossibilita de abraçar novas chances.
Não Dá. Vá.
Toda a esquizofrenia entre a vida publicada e a existência que se vive faz-nos fundidos em suturas assimétricas, simbiose mal encaixada.
Começo uma nova vida virtual para esquecer de quem estou, dar atenção aos verdadeiros que me significam e controlar meu pior inimigo: este que vos escreve.
Começo uma nova vida virtual para esquecer de quem estou, dar atenção aos verdadeiros que me significam e controlar meu pior inimigo: este que vos escreve.
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Semibreve
Somadas as crises financeiras, creio que só os muito ricos não a sentem, com as crises existenciais, a vida atola numa fermata (na música, figura que representa uma pausa de valor - o que chamam 'tempo' - indefinido) diabólica.
É preciso muita fé, em Deus e no homem, para espernear e sair do lamaçal antes de chafurdarmos a cabeça, de perdermos os fios de respiração que nos mantém vivos, lúcidos.
Provações são ininterruptas, mudam de segmento, mas se dão as mãos; há uma vantagem em meio a todo o sofrimento em críticos momentos: magicamente, quem não presta desaparece.
Quando, em desespero cabal, sentir vontade de sair correndo e gritando, corra e grite, qualquer atitude louca é melhor que passar a vida procurando a ideal, o regalo espiritual.
O pecado de cujo fomos limpos há miríades de anos está precisando de uma boa faxina; e se esperarmos o "Diarista" salvador para observarmos Sua ungida labuta, estaremos em movimento contrário ao que nos foi por Ele ensinado.
Imagine o Coitado carregando sozinho as cruzes de todos os, nós, condenados.
Peçamos força, coragem e alimento para a fé.
Amém.
É preciso muita fé, em Deus e no homem, para espernear e sair do lamaçal antes de chafurdarmos a cabeça, de perdermos os fios de respiração que nos mantém vivos, lúcidos.
Provações são ininterruptas, mudam de segmento, mas se dão as mãos; há uma vantagem em meio a todo o sofrimento em críticos momentos: magicamente, quem não presta desaparece.
Quando, em desespero cabal, sentir vontade de sair correndo e gritando, corra e grite, qualquer atitude louca é melhor que passar a vida procurando a ideal, o regalo espiritual.
O pecado de cujo fomos limpos há miríades de anos está precisando de uma boa faxina; e se esperarmos o "Diarista" salvador para observarmos Sua ungida labuta, estaremos em movimento contrário ao que nos foi por Ele ensinado.
Imagine o Coitado carregando sozinho as cruzes de todos os, nós, condenados.
Peçamos força, coragem e alimento para a fé.
Amém.
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