terça-feira, 31 de maio de 2016

Somos felizes? Várias vezes.

Como já disse o poeta: "a felicidade está onde a pomos, mas nunca a pomos onde estamos."
Como somos tolos... Preguiçosos... Pueris...
Interioridades e fatores externos oscilam nossas sensações, mas produzindo e vislumbrando o melhor: o bem, a paz, a equidade..., somos capazes de mesmo no olho do furacão experienciar a edificação perene da alegria onipresente, a apaixonada felicidade.
Pouco sei sobre ser feliz, mas muito garanto que a inércia e negativismos da felicidade só nos afastam.
Apenas por estar aprendendo já me sinto a caminho, vislumbrando inexorável paz de espírito. A mim, ao mundo. Apesar de tudo.

Alta Ajuda


Costumamos dizer que não nos importa a opinião dos outros... 
Só acredito quando isso sai da boca de um idoso, que realmente já alcançou essa sábia indiferença.
Nós somos assaz movidos pela imagem que fazem de nós; isso é bom: acabamos "melhorando" para nós mesmos. 
Por que aspei "melhorando"? Respondo: porque só melhoramos nas coisas finitas, no tempo vertical, o que provém prazer, felicidade fugaz. Um bom emprego, um comportamento "adequado", uma cara aquisição material... 
Poxa..., a felicidade provinda do ter e do parecer é tão insustentável, tão breve.
Quanto antes aprendermos a viver o tempo horizontal, o tempo do "ser", o tempo dos significados, mais cedo usufruiremos a felicidade sustentável, aquela onipresente, aquela que é o "plano de fundo" de nosso espírito, pouco importanto tristezas passageiras ou não.
Sendo felizes apenas por sermos, sem "opróbrios íntimos" - somos a adequação dos caminhantes no caminho.
Aí, sim, a geralmente maldosa visão de outrem pouco ou nada nos importará.
Em tempo: esta é a vista que tenho da janela de minha sala.

Vicioso

Nas raras vezes em que assisto à televisão, sintonizado nos meus dois raros canais validamente assistíveis, enfrento com algum nojo publicidades partidárias que irrompem os intervalos dos raros programas de que gosto. Publicidade partidária já é enjoativa por si só, mas a soma dessa mentirada com o feminismo é de matar. 
Abomino o feminismo como também execro o machismo: ver mulheres dizendo que fazem "tudo" melhor que os homens só me remete ao inverso: homens dizendo que fazem melhor que mulheres.
Quadrado vicioso!!!
Quando aprenderemos que talento, competência, bondade e demais qualidades independem de gênero, orientação sexual, cor, credo, classe social...?
Que guerra idiota, que povo inacabado. Inacabável?
Santos livros, santas teclas "mute".

Homo Demens

Em muitas feitas, ferem-nos querendo nosso bem. Em outras, apenas querem aventar o mal; mas com sabedoria e bom oportunismo tiramos algo bom do ataque: mesmo sem boa vontade, um ser obtuso pode escrever algo certo em tortas linhas, e saber fazer da maldade de outrem uma vacina, sagrada alquimia, nos consagra a humanidade. Ser humano sem usufruir e saborear a vida, tudo, pode beirar a animalidade em seu mais burro sentido.

Tijolo

Como seres em inacabável construção, erramos, ferimos, marcamos...
Mas nos arrependemos, tentamos correção e amenizar as consequências de nossos erros.
Mas há pessoas que não têm compaixão, misericórdia... Passam a nos tratar como leprosos e são incapazes de perdão.
Que triste para elas, não há nada de cristão nisso.

sábado, 19 de setembro de 2015

Diga

Não sabemos até onde chegaremos, mas sabemos de onde devemos sair.
Podemos?

Grama

Ninguém ganha peso radicalmente, e não deve-se ser radical para perdê-lo; do contrário, o mais provável é um peremptório fracasso. Só quero usar o que acabo de dizer para fazer uma analogia para com a satisfação existencial: dificilmente conseguiremos com um passo gigantesco alcançar uma meta, o tropeço é quase iminente. Grandes mudanças são provindas de sutis atitudes e delicadas podas: quando se frea bruscamente, pode-se capotar. Parece bobagem, mas num pensamento positivo, ou mesmo num sincero "bom dia", pode estar a chave ignitiva da transformação. Devagar é mais seguro.