quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Aforismo

"Mas é sempre bom saber que apesar do conhecimento e da experiência ainda somos capazes de decepção".

domingo, 15 de setembro de 2013

Feixe de Luz

Amor velado, escuridão diáfana
Pertenças esmagadoras, pobre discrição.
Depreender desaprendendo
Apanha, bate, vermelho, tinge... 
Cor, ação.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Bem-(te)-Vi

Daqui de cima é tudo tão complicado. Gente que de longe chora a saudade, e de perto briga a presença.
Quando o Sol brilha queixam-se de um infernal calor; quando frio, de saudade do verão.
Vejo, também, gente que espera outras gentes morrer para amá-las. E as que vão arrastando-se ao trabalho e quando o perdem se colam à cama de depressão e desejo de tê-lo de volta? Vejo gente barbuda dizendo que é feliz sendo sozinha, porém se fazendo em mil para arrumar uma gente de saia que lhe faça companhia para sempre; o inverso também vejo.
E tem gente que faz de tudo para ter dinheiro e não compra nada, apenas gastam com remédios e médicos quando já não têm mais disposição para aproveitar tudo o que juntaram.
Vejo tanta gente confusa que só canto em três notas.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Hojes

Em minha compleição sou fragmentos
"Eus" antagônicos numa carcaça agregadora
Capaz de manter dois seres, ou três...
Adaptação conjuntural é antídoto

O esteta não sobreviveria na selva de cadeados
Nem a fera em devaneios etéreos
É de mim(s) que meu mundo precisa
E de alimento e dor (arte?) erijo-me

Expiação ininterrupta, lívida (representação de fluxo?)
Abulia frenética, interessada (e blasé)
Paradoxos são nascer e morrer
Estados e eventos definem minha sorte

quarta-feira, 24 de julho de 2013

(Meu) Filho: Passado, Presente e Futuro.

Pequenez efêmera e alvissareira, olhos perdidos que me nortearam, anos que só passaram ao seu redor, e assaz rápido.
Alimento que fortalece a alma para o digladiar ininterrupto que chamam de "vida cotidiana" - prática.
Nuvens ofuscantes que só me fazem preocupar e, de alguma maneira velada, rezar.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mais

Acredito piamente que nada seja mais moral do que agir de acordo com a própria idiossincrasia; trata-se de uma filosofia pessoal, nada política. Pessoas inteligentes correm dos arautos da "verdade", da política, da fé e do consumo (somos escravos do que nos vendem, não o contrário) - mas essas pessoas andam cada vez mais em silêncio (sábia postura que ainda alcançarei, os porcos já rejeitam as pérolas há tempos; e quebrar vidraças, aparentemente, dá mais, infelizmente, resultado do que tentar intelectualizar analfabetos funcionais e/ou zumbis sociais). Num mundo tão avatarizado fica assaz difícil agir de acordo com nossa própria essência porque ninguém, muito menos nós próprios, sabe quem somos; e a preocupação com o autoconhecimento é cada vez menor em relação à falsa autoimagem que nos empenhamos em aventar. Frases como "não estou nem aí" só demonstram o quanto de preocupação há com a imagem que outrem faz de nós. A felicidade plena que ostentam com fotos triviais, soam-me como mentirosas; a felicidade solitária cabal (há dores e delícias em ser só, em ter como enamorada a solidão - mas até Nietzsche a trocaria por verdadeira companhia) é o retrato colorido da falta de opção. Insatisfação faz parte de qualquer existência sã (creio que até os extremamente loucos são insatisfeitos), comportamento pueril tentar mostrar-se superior ao mais genuíno dos sentimentos humanos. Sou darwinista, mas prefiro acreditar que o encaixe perfeito de nossos órgãos sexuais é muito mais do que uma das ferramentas para a reprodução. Estão aí os homossexuais, de sexo complicado e amor legítimo, para corroborar o nosso lado não-bicho. Em tempo: escrevo este ensaio em plena segunda-feira de manhã por estar acamado. Boa semana a todos.