Ele chora... Advento feliz de uma paradoxal descoberta própria feita por outra mente.
Dor, medo, muito medo..., incapacidade e ocasos exponenciais não são o que para o nascer da salgada gota, a primeira da maré emotiva que inunda sua face, faltam; era necessária a não-metafísica: o que faltava eram palavras, capazes palavras.
Existencialmente radiografado, foi revelado à revelia, que, sem perceber, implorava.
Renuncia a morte renunciando a vida...
Que bom entristecer com a felicidade de este verbo ter nascido de duas das mais raras e, a ele, amadas bençãos: verdadeira amizade e palavras.
Chorando ele vê até a mocidade perdida.
Partir da mediocridade ao conhecimento não mais é oportunidade, é dever.
domingo, 6 de julho de 2014
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Hoje Morreria
Onírico, desejo mais poético que o substantivo, sonho, que o relativiza, cria.
Sim, a alma cicatrizada somada a uma chaga física que está a impossibilitar meu suor lacrimoso - é pelo esporte, pelo empenho, pela raça..., é salgando minha carcaça, até bonita, que "serotonizo" a dor que eu, logo eu - que fui obrigado a ser eu, escondo do mundo: a solidão anda mais compulsória do que deveria. Um afeto, sim - eu quero; mas não queria sabê-lo líquido - como foram os meus e os do resto do mundo - efemeridade... Dias modernos não obrigam mais as pessoas que se amaram a permanecer juntas. Eu quero nascer no passado: cortejar, sorrir, dar as mãos, ser cavalheiro, caminhar de braços dados, fazer de minha paixão minha senhora - dar meu nome. Perecer corporalmente juntos, como foi afetivamente. Fazer o milagre de uma pessoa não mais amada ser indispensável a minha existência. Quero chorar - a secura empoeirada abaixo dos meus olhos já "descromatizam" o belo para cujo já estou quase cego. A poesia dói, algumas saudades surgem, a arte alimenta quem hoje é quem mais temo, arqui-inimigo: minha sensibilidade. À dor da pele.
Sim, a alma cicatrizada somada a uma chaga física que está a impossibilitar meu suor lacrimoso - é pelo esporte, pelo empenho, pela raça..., é salgando minha carcaça, até bonita, que "serotonizo" a dor que eu, logo eu - que fui obrigado a ser eu, escondo do mundo: a solidão anda mais compulsória do que deveria. Um afeto, sim - eu quero; mas não queria sabê-lo líquido - como foram os meus e os do resto do mundo - efemeridade... Dias modernos não obrigam mais as pessoas que se amaram a permanecer juntas. Eu quero nascer no passado: cortejar, sorrir, dar as mãos, ser cavalheiro, caminhar de braços dados, fazer de minha paixão minha senhora - dar meu nome. Perecer corporalmente juntos, como foi afetivamente. Fazer o milagre de uma pessoa não mais amada ser indispensável a minha existência. Quero chorar - a secura empoeirada abaixo dos meus olhos já "descromatizam" o belo para cujo já estou quase cego. A poesia dói, algumas saudades surgem, a arte alimenta quem hoje é quem mais temo, arqui-inimigo: minha sensibilidade. À dor da pele.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Ratos e Petróleo
Deve haver um submundo, talvez edificado nas redes de esgoto ou sob o pré-sal - fica difícil saber - onde os bebês são criteriosamente selecionados e preparados para serem desinstruídos por academias de excelência negativa; começa no ensino formal, onde desaprendem o natural dom de aprender; seguindo para a faculdade que polirá qualquer resquício de polidez que possa ter passado despercebido (afinal os professores são idiotas - e nesse caso, mais idiotas ainda: não conseguiram atingir o grau máximo da idiotice). Depois, naturalmente, seguem ou não por mestrados, doutorados...
Esses mestres e doutores são encaminhados a um breve curso de informática (aprender a ligar o computador e criar uma página no Facebook e/ou Twitter e enviados à superfície para fazer ao que treinados foram: serem chatos e burros.
Esses mestres e doutores são encaminhados a um breve curso de informática (aprender a ligar o computador e criar uma página no Facebook e/ou Twitter e enviados à superfície para fazer ao que treinados foram: serem chatos e burros.
Nota veladamente explicativa: Meu querido, não se meta com intervenções cretinas no pouco de bom que usufrui-se por aqui. Tente estudar ou desista de invejar.
Vá ao parquinho.
Vá ao parquinho.
domingo, 22 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Altar
A contradição: a paixão pela Solidão e o necessário fastígio.
É o artista ser moral e intelectualmente, e passando pelo afeto, híbrido.
O caminho de colossal distância entre os polos emocionais é atalhado com gigantes saltos; ora furiosos, ora plácidos. Ou desidiosa inércia.
Não há contrição: estar anacrônica e existencialmente fora do lugar (polo momentaneamente errado) gera arrogância ou falta presencial.
É o artista ser moral e intelectualmente, e passando pelo afeto, híbrido.
O caminho de colossal distância entre os polos emocionais é atalhado com gigantes saltos; ora furiosos, ora plácidos. Ou desidiosa inércia.
Não há contrição: estar anacrônica e existencialmente fora do lugar (polo momentaneamente errado) gera arrogância ou falta presencial.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Quem
Uma expressão plácida, um coração candente. Porfia, talvez inútil, de avatarizar-se em paz.
Desídias a si próprio, respostas evasivas à própria existência. Falácia trivial, porém, posto que assim é, cabal e popularmente antagônica: o que se mostra subjuga o que se é - o eu descontente raramente é exposto: defesa cognitiva para pertencer ao mundo. E bem-aceito ser.
O que somos vale mais do que o que temos; mas o que temos é o que somos - não materialmente, também material. As cicatrizes existenciais se emendam e nos fazem curvar, é a hora da angústia, do medo, da solidão compulsória.
Aceitar a dor e mostrá-la a si mesmo, não ao mundo. Defender-se quimicamente contra a química matematicamente errada que nos forja.
E nunca, mesmo, esquecer que de qualquer forma a agonia é cíclica: chegada e êxodo.
Liberte-se preparando-se.
Desídias a si próprio, respostas evasivas à própria existência. Falácia trivial, porém, posto que assim é, cabal e popularmente antagônica: o que se mostra subjuga o que se é - o eu descontente raramente é exposto: defesa cognitiva para pertencer ao mundo. E bem-aceito ser.
O que somos vale mais do que o que temos; mas o que temos é o que somos - não materialmente, também material. As cicatrizes existenciais se emendam e nos fazem curvar, é a hora da angústia, do medo, da solidão compulsória.
Aceitar a dor e mostrá-la a si mesmo, não ao mundo. Defender-se quimicamente contra a química matematicamente errada que nos forja.
E nunca, mesmo, esquecer que de qualquer forma a agonia é cíclica: chegada e êxodo.
Liberte-se preparando-se.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Adeus, Oi.
O amor é uma experiência anímica cíclica e líquida: constrói, destrói, constrói...
Nasce belo e perfeito; morre cansado e desesperado pelo próximo (que será melhor). Nasce novamente, morre...
Os casamentos não se desfazem a miríades pela pela falta de amor - é que hoje distanciar-se de quem te cansa animicamente não mais é imoral, tão pecaminoso e criminoso.
Creio que Fábio de Melo tem razão: só edifica-se em boa base o relacionamento pensado (antes do início) no presente e no futuro: olhando com calma as possibilidades e adequações - sem o fervor lascivo e doentio (ficamos retardados, não?) da paixão. Esse amor vai cansar, como todos, mas permanecerá.
Nasce belo e perfeito; morre cansado e desesperado pelo próximo (que será melhor). Nasce novamente, morre...
Os casamentos não se desfazem a miríades pela pela falta de amor - é que hoje distanciar-se de quem te cansa animicamente não mais é imoral, tão pecaminoso e criminoso.
Creio que Fábio de Melo tem razão: só edifica-se em boa base o relacionamento pensado (antes do início) no presente e no futuro: olhando com calma as possibilidades e adequações - sem o fervor lascivo e doentio (ficamos retardados, não?) da paixão. Esse amor vai cansar, como todos, mas permanecerá.
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