Sem cultura, sem inteligência, sem equidade, sem humor, sem apoio; ou seja: sem uma compleição válida, que gere genuíno desejo, não há companhia: pode até haver outro ser, mas não outro par.
O "nós" jamais nascerá sem qualidades específicas, as que geram a simbiose Indispensável para um relacionamento; simbiose gentil: não necessita de presença constante, de amputações idiossincráticas - de abandono. Faz de um sorriso alimento, a realização do par é nutrição anímica.
Beleza é fundamental? Sei apenas que sozinha ela pouco é capaz: é como se escalássemos alguém para terceirizar nossos fracassos, nossa mediocridade... E nossa masturbação.
Partir da mediocridade ao conhecimento não mais é oportunidade, é dever.
sábado, 4 de abril de 2015
Que me devolveu a mim
Significados... O mesmo poder que eles têm de nos aproximar de nosso ser primário, o que somos antes e independentemente das marcas que viver nos implica, suas ausências têm de nos afastar de nós mesmos.
Quanto menos significado, mais mediocridade, mais alienação, mais perda de tempo - de vida.
Nada é tão imoral quanto agirmos contra ou distante de quem somos.
E quem somos não é o que somos.
Quanto menos significado, mais mediocridade, mais alienação, mais perda de tempo - de vida.
Nada é tão imoral quanto agirmos contra ou distante de quem somos.
E quem somos não é o que somos.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Ovo e Galinha
O homem que sabe que sabe, desde sua criação ou determinante ponto da evolução, selvagem ou divinamente, sempre procurou um par.
Mas não é de tamanho distanciamento temporal que desejo falar.
Quero falar da iniquidade, a ausência que ausência não é, seria ela a falta de equidade, mas creio que ela nunca existiu (falo de pares).
Antes era o homem que de tudo fazia para subjugar sua mulher, sobrepondo-se.
Respeito medroso não é amor.
Muita água rolou e, hoje, a mulher não tem mais o dever de conviver com um desamado, salvo as dementes algures que ainda não notaram o próprio poder de ser-se.
Divórcios amiudados são naturais, o "felizes para sempre" foi criação social.
Quem suporta se deixar moldar (no limite entre equidade e sequestro da subjetividade) para simplesmente ver teu par feliz é quem "ama". Mas a paixão é dual: quem está apaixonado por alguém é mais apaixonado por si mesmo, o que o torna um subjugador tenaz e auto-vitimante, teatro que acaba por dá-lo a razão, sempre, por mais descabida que seja.
Pessoalmente, vivo as dores e delícias que minha solidão implica.
Mas também sou divino e bicho: preciso de você.
Mas não é de tamanho distanciamento temporal que desejo falar.
Quero falar da iniquidade, a ausência que ausência não é, seria ela a falta de equidade, mas creio que ela nunca existiu (falo de pares).
Antes era o homem que de tudo fazia para subjugar sua mulher, sobrepondo-se.
Respeito medroso não é amor.
Muita água rolou e, hoje, a mulher não tem mais o dever de conviver com um desamado, salvo as dementes algures que ainda não notaram o próprio poder de ser-se.
Divórcios amiudados são naturais, o "felizes para sempre" foi criação social.
Quem suporta se deixar moldar (no limite entre equidade e sequestro da subjetividade) para simplesmente ver teu par feliz é quem "ama". Mas a paixão é dual: quem está apaixonado por alguém é mais apaixonado por si mesmo, o que o torna um subjugador tenaz e auto-vitimante, teatro que acaba por dá-lo a razão, sempre, por mais descabida que seja.
Pessoalmente, vivo as dores e delícias que minha solidão implica.
Mas também sou divino e bicho: preciso de você.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Tente
[Sobre o afeto]
"A esperança é uma nuvem diáfana, se operante permite que desça a luz; se inerte, que as trevas alcem voo."
"A esperança é uma nuvem diáfana, se operante permite que desça a luz; se inerte, que as trevas alcem voo."
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Colado
[Amor em Carne]
Saudade do sexo justo
Beijos doídos e molhados
Gemidos em silêncio ruidoso
Fim/recomeço, cansaço em libido
Dois corpos deliciosamente jogados.
Recomeço...
Beijos doídos e molhados
Gemidos em silêncio ruidoso
Fim/recomeço, cansaço em libido
Dois corpos deliciosamente jogados.
Recomeço...
Concreto
[Aventurando-me no concretismo; embora o Facebook não tenha permitido a formatação concreta que defini]
Carente
Descrente
Amor vertente
Descrente
Amor vertente
************************************************************
Sorrindo cerra(o) os dentes
Só os maus (são) pungentes
Felizes só sem dentes
Carecas e pentes
Só os maus (são) pungentes
Felizes só sem dentes
Carecas e pentes
*************************************************************
Dentes carentes
Nem mesmo
Os pentes
Maus e males pungentes
Sorrisos - urgentes.
Nem mesmo
Os pentes
Maus e males pungentes
Sorrisos - urgentes.
Eu?
Certa feita, meu filho me disse que quem já tem 35 anos e não tem uma parceira é gay ou problemático; não tenho um resquício homofóbico, mas, nessa pequena sabedoria do meu rebento, encaixo-me, com certeza cabal, na segunda alternativa.
Dou-me o direito à defesa, ou melhor: à explicação (estou cagando, mas deu vontade de escrever).
Para com as "novinhas", que claro fique que parto dos vinte anos de idade, eu não tenho mais estômago. O visco que usam como engodo enruga-se antes de desnudá-las.
As contemporâneas a mim, com todo o respeito, já têm um parceiro (ou esperam o príncipe), manias insuportáveis e/ou embarangaram demais. Ainda há algumas delas que ostentam um comportamento vestal, e, claro, falsamente irritante.
As mais velhas, somente as inteligentes e que cuidam um mínimo da carcaça, atraem-me, confesso. Porém, quando não resignadas e habituadas a solidão, estão na zona de conforto afetivo: o trabalho.
Antes que as feministas que sonham em ter barba me critiquem, quero dizer (e já disse assumindo-me problemático) que adquiri, também, manias insuportáveis e estou entrando na confortável zona afetiva que citei há pouco.
Se/quando aparecer alguém que eu tolere e vice-versa, abandono minha enraizada iniquidade e parto para o abraço.
Todos querem um amor, mas a liquidez que 36 anos de experiência propiciam é um pouco, se não incapacitante, procrastinadora.
Dou-me o direito à defesa, ou melhor: à explicação (estou cagando, mas deu vontade de escrever).
Para com as "novinhas", que claro fique que parto dos vinte anos de idade, eu não tenho mais estômago. O visco que usam como engodo enruga-se antes de desnudá-las.
As contemporâneas a mim, com todo o respeito, já têm um parceiro (ou esperam o príncipe), manias insuportáveis e/ou embarangaram demais. Ainda há algumas delas que ostentam um comportamento vestal, e, claro, falsamente irritante.
As mais velhas, somente as inteligentes e que cuidam um mínimo da carcaça, atraem-me, confesso. Porém, quando não resignadas e habituadas a solidão, estão na zona de conforto afetivo: o trabalho.
Antes que as feministas que sonham em ter barba me critiquem, quero dizer (e já disse assumindo-me problemático) que adquiri, também, manias insuportáveis e estou entrando na confortável zona afetiva que citei há pouco.
Se/quando aparecer alguém que eu tolere e vice-versa, abandono minha enraizada iniquidade e parto para o abraço.
Todos querem um amor, mas a liquidez que 36 anos de experiência propiciam é um pouco, se não incapacitante, procrastinadora.
Assinar:
Postagens (Atom)