terça-feira, 31 de maio de 2016

Tijolo

Como seres em inacabável construção, erramos, ferimos, marcamos...
Mas nos arrependemos, tentamos correção e amenizar as consequências de nossos erros.
Mas há pessoas que não têm compaixão, misericórdia... Passam a nos tratar como leprosos e são incapazes de perdão.
Que triste para elas, não há nada de cristão nisso.

sábado, 19 de setembro de 2015

Diga

Não sabemos até onde chegaremos, mas sabemos de onde devemos sair.
Podemos?

Grama

Ninguém ganha peso radicalmente, e não deve-se ser radical para perdê-lo; do contrário, o mais provável é um peremptório fracasso. Só quero usar o que acabo de dizer para fazer uma analogia para com a satisfação existencial: dificilmente conseguiremos com um passo gigantesco alcançar uma meta, o tropeço é quase iminente. Grandes mudanças são provindas de sutis atitudes e delicadas podas: quando se frea bruscamente, pode-se capotar. Parece bobagem, mas num pensamento positivo, ou mesmo num sincero "bom dia", pode estar a chave ignitiva da transformação. Devagar é mais seguro.

Não falei?

Tendemos a enxergar e "resolver" problemas de terceiros. 
O segundo verbo foi aspado por, nesse contexto, não conter nenhum apoio para a resolução, trata-se apenas de "meter o nariz onde não foi chamado (leia-se 'onde não vai ajudar')". 
É tão mais fácil opinar (com certa maldade, boas intenções são fartas disso) acerca de problemas alheios. 
Se tivéssemos, todos, essas "visão" (ria) e disposição para com os próprios problemas, existir seria tranquilo. 
Autoconhecimento é mais chique (interprete como bem lhe convier) que "conhecer".
E muito mais compassivo.

Sapiens

Bom querermos atravessar a rua e um motorista educadamente ceder passagem; bom receber e devolver um sincero bom dia a alguém que jamais vimos e provavelmente jamais voltaremos a encontrar; bom perceber o carinho que desconhecidos dedicam a animais; bom ver uma mãe repreendendo carinhosamente, isso é amar, o seu rebento.
Bom ser capaz de notar milagres triviais e não mergulhar na descrença absoluta acerca dos nossos semelhantes.
Bom usufruir um prisma humanamente sagrado.

Sutural

As pessoas, todas as adultas, têm remendadas suas almas - cicatrizes assimétricas que nos curvam em corcunda existencial; partindo dessa premissa, podemos notar o incomensurável valor da gentileza, de receptividade; ou de sua ausência. 
Pode ser que o carinho não seja capaz de mudar uma vida, mas é, sim, um afago anestesiante - e fundamental. 
Um sorriso receptivo, um olhar aconchegante, um beijinho entre os mais íntimos pode salvar um dia - e um dia é uma vida nova dentro da mesma que há anos experienciamos. 
Por compaixão seja educado, demonstre alegria que faz do encontro sua nascente, não deixe um sofredor, somos todos, sentir-se só e desnecessário - geremos Deus com gestos simples, olhares em ninho.

Grrrrrrrr

Disposição a ser bom não significa permissividade, licença para que pisem, mesmo que de leve, em nossos calos. 
Mesmo um anjo deve carregar um demônio em si para autodefender-se de seres que tentam açoite. 
Bom-senso e gentileza não obrigatoriamente geram bom-senso e gentileza. 
Se não por "tato", por por resposta à força idiossincrática. 
Ninguém nos maltrata sem nossa permissão.