Ouvi um amigo poeta declamar “O Diabo veste verde, usa saia e beija bem” cerrando assim seu poema. Por tratar-se de um homem vivido, estudado e sensível, ficou explícita a analogia com uma mulher, uma das que desejou e teve ou apenas desejou . Aposto na primeira alternativa.
Com a chamada “Revolução Feminista”, alguns clichês mudaram de gênero: hoje é o homem quem espera o príncipe encantado, quem quer se casar e, mais ainda, quem quer encontrar alguém que queira se casar. Nessa tal “revolução”, a primeira lei é que a mulher não pode ser mulher: não pode ser carente de afeto, não pode ser sensível e muito menos amar um homem. É a velha história do sapo com o escorpião (se você não conhece, muito sinto, não estou afim de escrever agora), onde mostra-se a idiotice que é lutar contra sua “natureza”.
Mas como essas “radicais” geralmente são horrorosas e burras (pois é, mas julgam-se geniais e revolucionárias), não importo-me muito. Imagino o vazio existencial de uma mulher que “odeia” homens, no fundo tenho pena (mentira). Privar-se de companheirismo, sexo saudável, carinho e infinitos momentos de vida realmente vivida faz de uma mulher uma pessoa mais forte? Não. Assim como não faz bem não viver intensamente o ciúme, as neuras e as breves separações. É disso que o genial Nelson Rodrigues fala quando diz que “ nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais”. Pra decepção dessas loucas extremistas, não é de violência que ele está falando – o único tapa na cara é a certeza de que as mulheres dependem dos homens, assim como eles delas.
Mas, como disse certa feita meu lido e estimado Luis Felipe Pondé, essas doidas estão mais preocupadas em apropriarem-se de nossos prestobarbas. Que final crasso para uma revolução, não? (risadas)
Bom, mas só escrevi para parabenizar as mulheres que como a minha amam um homem e por eles são amadas. O meu Diabo beija muito bem, mas prefiro-o sem roupa alguma.