segunda-feira, 18 de março de 2013

Ensaio Sobre a Cegueira intelectual

Confesso-me perdido, cego cognitivo - verve esquizofrênica, louca - chega de eufemismos. Criatividade perdida em minha nuvem neuronal, sinapses a distância. Criações, mesmo quando fictícias, nascem de sentimentos; em qualidade, tanto faz se dos melhores ou piores. O gênio em paz o é e não - tormentos distinguem um texto de um poema. Ensaios poéticos são a meta salutar de de um intelecto artístico. Destramar ideias antes que os nós ceguem, mas usufruí-las amassadas e aparentemente confusas - obviedade é para iniciantes. Como o sexo diante do amor. A sã consciência de cuja fujo afastaria-me temporariamente dos insanos que me leem, mas a porção Narciso de minha existência traz-me aqui com este texto paradoxo a sua essência. Há um crocodilo na minha parede.

terça-feira, 12 de março de 2013

Você

Ele(a) é louco(a)! Já notaram o quão genérica é tal afirmação? Percebem o prazer quase orgasmático que propicia aventar essa direta? E, o ponto principal deste ensaio, conseguem enxergar o efeito "espelho" na maioria das vezes em que atacamos com essa retórica acusativa? Pois é, meu povo, geralmente, o que detestamos em alguém é o que nos é insuportável em nós mesmos. Qualquer pessoa atenta ao comportamento humano nota o "tesão" que um ex-fumante tem em atacar quem fuma; a alegria sádica de uma pessoa que perdeu alguns quilos quando investe contra os gordos (investida riquíssima em disfemismos). Nas relações de afeto espiritual e carnal, o reflexo é menos evidente, uma "casa dos espelhos". Nosso cérebro tem, grosso modo, a função de coonestar tudo o que fazemos e pensamos, a culpa por fracassos é sempre de quem está dividindo uma vida com a gente. Pessoas extremamente carentes que reclamam de falta de atenção, muitas vezes camuflam o medo (doentio) de perder tal afeto a ponto de cegarem-se para o amor cotidiano que lhes é dispensado, creem que sem "eu-te-amo" amiúde não há amor, que sem afagos (ininterruptos) na cabeça não existe parceria. E com esse comportamento insuportável, muitas vezes acabam afastando quem lhes ama de fato. Resumindo: por culpas nossas perdemos e acusamos. Eu amei demais, mas por conta dessa carência acabei sufocado e investi no êxodo. Ou será que só estou jogando toda a culpa nela?

quinta-feira, 7 de março de 2013

Aço Besta

Argumentar quase sempre é inócuo - ontologicamente, as pessoas só veem e ouvem o que querem; e ainda contamos com o apoio neurológico: nosso cérebro chega até a mudar o passado para coonestar nossas posturas. Somos todos inflexíveis, que sejamos, então, seres inteligentes e cultos para que ostentemos "arrogância" fundamentada; burro e teimoso é muito brega.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Queremos Banana

E somos muito mais "bicho" do que imaginamos - Darwin está presente em comportamentos como "achar o Neymar lindo (é muito mais profundo que o fato de ter grana - dentro de campo ele está vencendo as batalhas contra os machos concorrentes - seleção pura! - sábias fêmeas), desejar o vocalista da banda em primeiro lugar (¹aparentemente, ele é o líder da matilha - por mais feio que seja); e até mesmo quando as mulheres buscam os homens mais inteligentes - selecionando, instintivamente, para a reprodução. Dinheiro atrai, mas somos muito mais macacos do que oportunistas. O tesão é diretamente ligado à evidência, seja ela qual for. ¹Aparentemente, posto que um ser que, muitas vezes, não sabe o que é um "DO MAIOR" não tem capacidade para arregimentar e dirigir um grupo de músicos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ronco

Nas pestanas me encontro, dissido da realidade que cega-me ao surrealismo que nos emoldura. Devaneios de fato são os trabalho, concentração, equações exatas... Há espaço para mais de um universo em minha mente, mas não há nele como acomodar outra gêmea à minha. Aliás, pode ser que nada além dela exista. É bom saber que sem mim meu mundo não pulsa, vingo-me da insignificância que ele vive a esfregar em minha face, em minhas vísceras. Ser tudo e nada ao mesmo instante - é o que dá e tira qualquer sentido a nós, são sopros e tapas amiúde. De olhos fechados e respiração serena, tudo sou e tudo compreendo, até despertar; no aguardo do dia em que não despertarei. Eis, assim, a mim e o mundo livres um do outro.

Pentecostal Ortodoxa do Raciocínio Reacionário Abjeto

Há um lugar para ser infeliz, onde utopias de mundos perfeitos e sustentáveis (argh!) são destroçadas na iniciação; com base no axioma "O homem é mau e Deus, indiferente", garimparemos o mais puro otimismo, que é conhecer o fato de sermos uma experiência que deu errado e não passarmos de agonia antropomorfizada, de seres carregadores de seus próprios cadáveres nas costas. Todos terão de engolir a P.O.R.R.A. - a verdade cabal de que é a vida uma mentira absoluta, baseada na esquizofrenia coletiva, vai te invadir, te enlouquecer de sanidade. Bem vindos. Apóstolo Rodrigo Marucco.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Deleite

São meus sonhos, quando desperto, tão ou mais surreais; meus velados desejos os mais explícitos em meus atos. Ou o avesso disso tudo. Saber-me incompleto cabal, enxergar a plenitude na insignificância - eis tesão em não haver diferenças entre mim, entre todos nós e a mosca que orbita o que já digeri. Que paz, sem mim ou sem qualquer um a Vida é a mesma; até mesmo sem vida. Existências que realmente usufruem a nossa cabem em uma das mãos - e elas se vão. E ela, ou Ela, nem debocha. Equânime, dou sentido a cada insignificante minuto de minha estada, só eu o posso - por mais supérflua que esta seja aos olhos da Vida.