"Urgente mesmo é ter calma" (Fábio de Melo).
Como a pressa e a impulsividade são destruidoras... Apressados não sentimos o sabor do que nos alimenta, apressados nos colocamos em risco no trânsito, apressados não percebemos um olhar carinhoso, apressados não notamos um potencial (afetivo ou não). E a pressa anda de mãos dadas com a impulsividade: comemos mais, brigamos por situações banais, atacamos quem nos acaricia e rompemos até mesmo com o amor.
Estou apressado para acalmar-me.
Partir da mediocridade ao conhecimento não mais é oportunidade, é dever.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Obstinados
Inútil porfia...
Encarcerar-se em liberdade, voar todo o subterrâneo.
Colorir o cinza que insiste em renovar-se; vislumbrar o pouco provável.
Alegrias paliativas, renovações interinas. Fastígio no escuro.
Quem pode salvar-se de si mesmo? E como o querer?
Simbiose com o cotidiano repelente - dores, flores. Alma doente.
O trágico na vida é seu início. Sístoles, diástoles - tolos movimentos; amar, odiar, querer, não desejar... Faça-se breve, vida; chegue em breve, morte. Ou não?
Polos visitados constantemente; vontades, fomes, ânsias e asias. E vem a alegria.
E vai.
E vem.
Encarcerar-se em liberdade, voar todo o subterrâneo.
Colorir o cinza que insiste em renovar-se; vislumbrar o pouco provável.
Alegrias paliativas, renovações interinas. Fastígio no escuro.
Quem pode salvar-se de si mesmo? E como o querer?
Simbiose com o cotidiano repelente - dores, flores. Alma doente.
O trágico na vida é seu início. Sístoles, diástoles - tolos movimentos; amar, odiar, querer, não desejar... Faça-se breve, vida; chegue em breve, morte. Ou não?
Polos visitados constantemente; vontades, fomes, ânsias e asias. E vem a alegria.
E vai.
E vem.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
1,2,3,4,5,6,....
Ser feliz... Quem me diz?
Só acredito na "felicidade" (sou obrigado a usar esse termo, é um consenso - faz parte do inconsciente-ignorante-coletiv o) se fragmentada: digladiar a cada segundo com o mundo e com nós mesmos em busca de momentos de paz.
Discutir relação com a Solidão para poder ter (e manter) em quem confiar, a quem amar; e o mais difícil: deixar ser amado. Como é difícil pertencer sem documentos, sem garantias...
Mas é para isso que aqui estamos - para dar sentido a vida, que nenhum faz, sofrendo, amando, estando em paz, evoluindo... , e deixarmos sob pás de terra.
Só acredito na "felicidade" (sou obrigado a usar esse termo, é um consenso - faz parte do inconsciente-ignorante-coletiv
Discutir relação com a Solidão para poder ter (e manter) em quem confiar, a quem amar; e o mais difícil: deixar ser amado. Como é difícil pertencer sem documentos, sem garantias...
Mas é para isso que aqui estamos - para dar sentido a vida, que nenhum faz, sofrendo, amando, estando em paz, evoluindo... , e deixarmos sob pás de terra.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Velado
Não fala-se em "rinhas" hoje em dia, seja entre cães, entre galos..., ou entre (nesta muito se fala) homens (transformaram o melhor evento de artes marciais mistas num circo análogo ao Coliseu de Roma - somado com a inexorável vaidade contemporânea e a mídia sempre persuasiva) - mas elas estão por aí.
Sempre há demônios que usufruem o "Schadenfreude" ("deleite com o sofrimento alheio", em alemão), geralmente escondidos - a legislação teve uma sutil melhora em relação a maus tratos para com animais.
Na verdade esta postagem é um pedido: qualquer crueldade com os bichos, 190.
Silêncio é cumplicidade.
Sempre há demônios que usufruem o "Schadenfreude" ("deleite com o sofrimento alheio", em alemão), geralmente escondidos - a legislação teve uma sutil melhora em relação a maus tratos para com animais.
Na verdade esta postagem é um pedido: qualquer crueldade com os bichos, 190.
Silêncio é cumplicidade.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Vara
"Bagunçar" é bom e eu gosto (muito).
Mas a farra deve ser quantificada - ou a vida se resumirá a ela, assim, quando dela fora, o ser se sentirá um lixo e se arrastará feito um verme.
Já carregamos um cadáver nas costas; é preciso amarrar uma bola de ferro, como as dos desenhos animados, em uma das pernas?
Cada um conhece (deveria conhecer) sua idiossincrasia, mas baseado na minha eu calculo que 80% do tempo para os significados (ser um bom pai, um bom profissional, um bom atleta...) e 20% para a "esbórnia" é um bom produto para essa contabilidade. Claro que oscilamos, tropeçamos... Mas sem cair voltamos à trajetória na corda em cuja nos equilibramos e nos sentimos bem.
Mas a farra deve ser quantificada - ou a vida se resumirá a ela, assim, quando dela fora, o ser se sentirá um lixo e se arrastará feito um verme.
Já carregamos um cadáver nas costas; é preciso amarrar uma bola de ferro, como as dos desenhos animados, em uma das pernas?
Cada um conhece (deveria conhecer) sua idiossincrasia, mas baseado na minha eu calculo que 80% do tempo para os significados (ser um bom pai, um bom profissional, um bom atleta...) e 20% para a "esbórnia" é um bom produto para essa contabilidade. Claro que oscilamos, tropeçamos... Mas sem cair voltamos à trajetória na corda em cuja nos equilibramos e nos sentimos bem.
Viagem Alvissareira
Ler... Hábito saudável, necessário, e cada vez mais difícil de incentivar.
Existem os tédios objetivo e subjetivo: o objetivo provém de leituras de fato ruins, textos mal escritos ou sem conteúdo; o subjetivo depende do interesse do leitor - ou seja: é muito entediante ler o que pouco nos interessa.
Disse isso tudo para chegar nos filhos; chegará uma hora que serão obrigados a ler textos subjetivamente desagradáveis, mas enquanto essa hora não chega, ofereçamos histórias e estórias que os agradem - e cabe ao pai garimpar e experimentar.
Depois de mergulharem nesse bom vício, o de ler, nem o tédio objetivo os impedirá de "comer" letras. O que será ótimo para os futuros e temidos vestibulares.
Existem os tédios objetivo e subjetivo: o objetivo provém de leituras de fato ruins, textos mal escritos ou sem conteúdo; o subjetivo depende do interesse do leitor - ou seja: é muito entediante ler o que pouco nos interessa.
Disse isso tudo para chegar nos filhos; chegará uma hora que serão obrigados a ler textos subjetivamente desagradáveis, mas enquanto essa hora não chega, ofereçamos histórias e estórias que os agradem - e cabe ao pai garimpar e experimentar.
Depois de mergulharem nesse bom vício, o de ler, nem o tédio objetivo os impedirá de "comer" letras. O que será ótimo para os futuros e temidos vestibulares.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Danoninho
Creio eu, no auge dos meus poucos ou muitos trinta e cinco anos, que nunca a imaturidade foi tão homogênea.
Talvez pelos chocalhos travestidos de "smartphones", dos caminhões e bonecas em forma de "tablet" e do pega-pega com o pomposo eufemismo de "rede-social".
Filmar um moleque provocando um tigre (smartphones), deixar o filho comer besteiras o tempo todo e jogar virtualmente a ponto de constituir uma simbiose obesa com o game só para poder com pinças digitais ampliar e bisbilhotar as carências alheias, sem "encheção-de-saco" (tablets e redes-sociais) ou mesmo se tornar um solitário cheio de amigos (a imaturidade faz da "rede" uma multidão de solitários) é coisa de gente adulta?
Quantos acidentes ainda vão acontecer por desatenção? Por pedidos de atenção (não duvido que o pobre menino que passará sua vida sem um braço queria mesmo é uma boa e deliciosa repreensão, ou seja: atenção do pai)?
Certa feita, meu filho queixou-se de que eu quando estava com a latinha na mão (cerveja) não o dava atenção; os dois (ele e a lata) nunca mais se encontraram.
Voltando à tecnologia (evolução que veio involuidora) - conto nos dedos de uma mão os que me servem no Facebook (como exemplo), já cheguei a dizer que nele eu sou um garçom.
É ótimo ter momentos para idiotices relaxantes, legal registrar e postar momentos bons... Mas se a responsabilidade de ser adulto for engolida pela diversão, a imaturidade está posta.
Brinco bastante na internet, mas divirto-me muito mais nos meus treinos, nos meus estudos, no cansaço que meu filho causa, com meus cães...
Experimente crescer - nem é tão ruim assim.
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