terça-feira, 4 de novembro de 2014

Tente

[Sobre o afeto]

"A esperança é uma nuvem diáfana, se operante permite que desça a luz; se inerte, que as trevas alcem voo."

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Colado



[Amor em Carne]
Saudade do sexo justo
Beijos doídos e molhados
Gemidos em silêncio ruidoso
Fim/recomeço, cansaço em libido
Dois corpos deliciosamente jogados.
Recomeço...

Concreto

[Aventurando-me no concretismo; embora o Facebook não tenha permitido a formatação concreta que defini]
Carente
Descrente
Amor vertente
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Sorrindo cerra(o) os dentes
Só os maus (são) pungentes
Felizes só sem dentes
Carecas e pentes
*************************************************************
Dentes carentes
Nem mesmo
Os pentes
Maus e males pungentes
Sorrisos - urgentes.

Eu?

Certa feita, meu filho me disse que quem já tem 35 anos e não tem uma parceira é gay ou problemático; não tenho um resquício homofóbico, mas, nessa pequena sabedoria do meu rebento, encaixo-me, com certeza cabal, na segunda alternativa.
Dou-me o direito à defesa, ou melhor: à explicação (estou cagando, mas deu vontade de escrever).
Para com as "novinhas", que claro fique que parto dos vinte anos de idade, eu não tenho mais estômago. O visco que usam como engodo enruga-se antes de desnudá-las.
As contemporâneas a mim, com todo o respeito, já têm um parceiro (ou esperam o príncipe), manias insuportáveis e/ou embarangaram demais. Ainda há algumas delas que ostentam um comportamento vestal, e, claro, falsamente irritante.
As mais velhas, somente as inteligentes e que cuidam um mínimo da carcaça, atraem-me, confesso. Porém, quando não resignadas e habituadas a solidão, estão na zona de conforto afetivo: o trabalho.
Antes que as feministas que sonham em ter barba me critiquem, quero dizer (e já disse assumindo-me problemático) que adquiri, também, manias insuportáveis e estou entrando na confortável zona afetiva que citei há pouco.
Se/quando aparecer alguém que eu tolere e vice-versa, abandono minha enraizada iniquidade e parto para o abraço.
Todos querem um amor, mas a liquidez que 36 anos de experiência propiciam é um pouco, se não incapacitante, procrastinadora.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Já Foi

"Urgente mesmo é ter calma" (Fábio de Melo).

Como a pressa e a impulsividade são destruidoras... Apressados não sentimos o sabor do que nos alimenta, apressados nos colocamos em risco no trânsito, apressados não percebemos um olhar carinhoso, apressados não notamos um potencial (afetivo ou não). E a pressa anda de mãos dadas com a impulsividade: comemos mais, brigamos por situações banais, atacamos quem nos acaricia e rompemos até mesmo com o amor.
Estou apressado para acalmar-me.

Obstinados

Inútil porfia... 
Encarcerar-se em liberdade, voar todo o subterrâneo. 
Colorir o cinza que insiste em renovar-se; vislumbrar o pouco provável.
Alegrias paliativas, renovações interinas. Fastígio no escuro.
Quem pode salvar-se de si mesmo? E como o querer? 
Simbiose com o cotidiano repelente - dores, flores. Alma doente. 
O trágico na vida é seu início. Sístoles, diástoles - tolos movimentos; amar, odiar, querer, não desejar... Faça-se breve, vida; chegue em breve, morte. Ou não?
Polos visitados constantemente; vontades, fomes, ânsias e asias. E vem a alegria.
E vai.
E vem.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

1,2,3,4,5,6,....

Ser feliz... Quem me diz?
Só acredito na "felicidade" (sou obrigado a usar esse termo, é um consenso - faz parte do inconsciente-ignorante-coletivo) se fragmentada: digladiar a cada segundo com o mundo e com nós mesmos em busca de momentos de paz. 
Discutir relação com a Solidão para poder ter (e manter) em quem confiar, a quem amar; e o mais difícil: deixar ser amado. Como é difícil pertencer sem documentos, sem garantias... 
Mas é para isso que aqui estamos - para dar sentido a vida, que nenhum faz, sofrendo, amando, estando em paz, evoluindo... , e deixarmos sob pás de terra.