Um reencontro, virtual, entre mim e vários seres que costuram o meu passado feliz e pueril - no primeiro grupo social deflagrado em minha vida depois da família. Reparo na leveza dos semblantes nas fotos das fotografias que carinhosa e saudosamente foram compartilhadas; vi-me em terceira pessoa: olhar para nossa ontologia faz-nos notar que éramos, não somos. Ou melhor: somos metafisicamente quem fomos, lá atrás está a nossa essência. A argila que a vida não moldou com sua assimetria costumeira; a pureza no sentido literário..., a vida é uma decantação ao contrário.
Fico muito feliz em ver que já fui puro, inocente... Isso está tão lá atrás em minhas memórias que só os reencontros são capazes de acessá-las.
Sempre de um encontro nasce uma pessoa, a terceira; e um reencontro é uma festinha entre nós seis.
E seis vezes o número de amigos mnemonicamente encontrados é o tamanho da saudade.
Partir da mediocridade ao conhecimento não mais é oportunidade, é dever.
sábado, 19 de setembro de 2015
sábado, 8 de agosto de 2015
Cotação
A paz é rara e cara. Neste mundo de relações tensas, urgente mesmo é a segura tranquilidade; onde os pares finalizem os esboços de quem amam. Pincelar à deriva é manchar o incompleto.
Cada palavra, cada gesto deve ter os mesmos graus de "feeling" e raciocínio. Empatia é algo treinado.
Cada palavra, cada gesto deve ter os mesmos graus de "feeling" e raciocínio. Empatia é algo treinado.
Paz
O que chamam "pisar em ovos" é uma forma dolorida de viver uma relação iminentemente fracassada.
Ceder ou ser gentil por medo é barganhar carinho, atitude vil - suicídio idiossincrático.
O trivial deve ser apaixonado, o ordinário deve ser gentil; não pacato, covarde.
Amo amiudar gentilezas a quem quero bem, acariciar é espelho: reflete em nós.
Já postei que a paz é rara e cara, mas é um ótimo negócio desde que possamos pagar sem nos afundar em dívidas anímicas.
Se seu amor e sua paz forem, respetivamente, como água e óleo - o primeiro não passa de uma doença camuflada.
Amar em paz deve ser pleonasmo.
Ceder ou ser gentil por medo é barganhar carinho, atitude vil - suicídio idiossincrático.
O trivial deve ser apaixonado, o ordinário deve ser gentil; não pacato, covarde.
Amo amiudar gentilezas a quem quero bem, acariciar é espelho: reflete em nós.
Já postei que a paz é rara e cara, mas é um ótimo negócio desde que possamos pagar sem nos afundar em dívidas anímicas.
Se seu amor e sua paz forem, respetivamente, como água e óleo - o primeiro não passa de uma doença camuflada.
Amar em paz deve ser pleonasmo.
domingo, 19 de abril de 2015
180
Para chegar onde nunca chegamos é preciso fazer o que nunca fizemos e deixar de insistir em muito do que sempre foi feito.Sem mudança, conhecimento não passa de informação.E o curioso é que essa mudança nos leva de volta ao ser que sempre fomos, sem os excessos que a própria vida impõe.Avançar é voltar às nossas velhas e ínsitas virtudes.
Vísceras
"Estranhamente acomodo-me no limbo de tua ausência; o inferno gelado da distância refrigera-me as assimétricas cicatrizes que o inverno escaldante de sua presença tatuou em minh'alma. Mais prazerosa é a solidão quando capazes somos de topar e reconhecer a nós mesmos. Qualquer vida, desde que seja a minha, é melhor do que a sua, do que a nossa... Não te digo que não há sua falta, mas que dela não abro mão. Enfim, só".
Interlúdio
Se queres meu amor, a verdade te digo: não desejo-te alegrias, salvo quando junto a mim. A presença do nós, esse ser que faz apossarmo-nos um do outro, é fundamental para a metafísica poética que chamamos de nosso amor – pelo menos a certeza de mim em teus obsessivos e serenos devaneios triviais, como alguns chamam de “pensamento”, é alimento para a enrugada alma concisa pelas cicatrizes advindas da incerteza. A monotonia da paz solitária castiga tanto quanto os mais torturantes tormentos causados pelo natural ódio que, vez ou outra, irrompe os momentos dos enamorados. Natural associar-te a cotidianas situações e objetos – quando se ama, em tudo, sadicamente, damos um jeito de enxergar quem nos falta. Nada me é tão satisfatório quanto digladiar com você por o que mais me importa: ti. Vem...
Felizes Os Não Convidados
Parecia simples: sorrir ou chorar, aborrecer-se ou se alegrar. Mas elos hão de nascer ou, antes disso, perecer. Ou depois. Que seu ventre seja a chegada, da morte partiremos; viver é o que há entre o amor e o horror; entre a terra e a flor. A face enrugada por um sorriso é a mesma macia e lisa por um medo; do medo à loucura, valiosa, pura... Bons momentos são dissidentes que driblaram a guarda existencial, napoleões esquizofrênicos que sadicamente nos fazem vislumbrar uma utópica felicidade, a mesma santificada pelos tolos. Felizes por assim serem, e só por isso. E felizes. Há sabedoria em conhecer a onipresente infelicidade? É sábio o peixe que sobe a cachoeira? Tolos somos nós, que incapazes somos de sê-lo.
Assinar:
Postagens (Atom)

