O homem que sabe que sabe, desde sua criação ou determinante ponto da evolução, selvagem ou divinamente, sempre procurou um par.
Mas não é de tamanho distanciamento temporal que desejo falar.
Quero falar da iniquidade, a ausência que ausência não é, seria ela a falta de equidade, mas creio que ela nunca existiu (falo de pares).
Antes era o homem que de tudo fazia para subjugar sua mulher, sobrepondo-se.
Respeito medroso não é amor.
Muita água rolou e, hoje, a mulher não tem mais o dever de conviver com um desamado, salvo as dementes algures que ainda não notaram o próprio poder de ser-se.
Divórcios amiudados são naturais, o "felizes para sempre" foi criação social.
Quem suporta se deixar moldar (no limite entre equidade e sequestro da subjetividade) para simplesmente ver teu par feliz é quem "ama". Mas a paixão é dual: quem está apaixonado por alguém é mais apaixonado por si mesmo, o que o torna um subjugador tenaz e auto-vitimante, teatro que acaba por dá-lo a razão, sempre, por mais descabida que seja.
Pessoalmente, vivo as dores e delícias que minha solidão implica.
Mas também sou divino e bicho: preciso de você.
Partir da mediocridade ao conhecimento não mais é oportunidade, é dever.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Tente
[Sobre o afeto]
"A esperança é uma nuvem diáfana, se operante permite que desça a luz; se inerte, que as trevas alcem voo."
"A esperança é uma nuvem diáfana, se operante permite que desça a luz; se inerte, que as trevas alcem voo."
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Colado
[Amor em Carne]
Saudade do sexo justo
Beijos doídos e molhados
Gemidos em silêncio ruidoso
Fim/recomeço, cansaço em libido
Dois corpos deliciosamente jogados.
Recomeço...
Beijos doídos e molhados
Gemidos em silêncio ruidoso
Fim/recomeço, cansaço em libido
Dois corpos deliciosamente jogados.
Recomeço...
Concreto
[Aventurando-me no concretismo; embora o Facebook não tenha permitido a formatação concreta que defini]
Carente
Descrente
Amor vertente
Descrente
Amor vertente
************************************************************
Sorrindo cerra(o) os dentes
Só os maus (são) pungentes
Felizes só sem dentes
Carecas e pentes
Só os maus (são) pungentes
Felizes só sem dentes
Carecas e pentes
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Dentes carentes
Nem mesmo
Os pentes
Maus e males pungentes
Sorrisos - urgentes.
Nem mesmo
Os pentes
Maus e males pungentes
Sorrisos - urgentes.
Eu?
Certa feita, meu filho me disse que quem já tem 35 anos e não tem uma parceira é gay ou problemático; não tenho um resquício homofóbico, mas, nessa pequena sabedoria do meu rebento, encaixo-me, com certeza cabal, na segunda alternativa.
Dou-me o direito à defesa, ou melhor: à explicação (estou cagando, mas deu vontade de escrever).
Para com as "novinhas", que claro fique que parto dos vinte anos de idade, eu não tenho mais estômago. O visco que usam como engodo enruga-se antes de desnudá-las.
As contemporâneas a mim, com todo o respeito, já têm um parceiro (ou esperam o príncipe), manias insuportáveis e/ou embarangaram demais. Ainda há algumas delas que ostentam um comportamento vestal, e, claro, falsamente irritante.
As mais velhas, somente as inteligentes e que cuidam um mínimo da carcaça, atraem-me, confesso. Porém, quando não resignadas e habituadas a solidão, estão na zona de conforto afetivo: o trabalho.
Antes que as feministas que sonham em ter barba me critiquem, quero dizer (e já disse assumindo-me problemático) que adquiri, também, manias insuportáveis e estou entrando na confortável zona afetiva que citei há pouco.
Se/quando aparecer alguém que eu tolere e vice-versa, abandono minha enraizada iniquidade e parto para o abraço.
Todos querem um amor, mas a liquidez que 36 anos de experiência propiciam é um pouco, se não incapacitante, procrastinadora.
Dou-me o direito à defesa, ou melhor: à explicação (estou cagando, mas deu vontade de escrever).
Para com as "novinhas", que claro fique que parto dos vinte anos de idade, eu não tenho mais estômago. O visco que usam como engodo enruga-se antes de desnudá-las.
As contemporâneas a mim, com todo o respeito, já têm um parceiro (ou esperam o príncipe), manias insuportáveis e/ou embarangaram demais. Ainda há algumas delas que ostentam um comportamento vestal, e, claro, falsamente irritante.
As mais velhas, somente as inteligentes e que cuidam um mínimo da carcaça, atraem-me, confesso. Porém, quando não resignadas e habituadas a solidão, estão na zona de conforto afetivo: o trabalho.
Antes que as feministas que sonham em ter barba me critiquem, quero dizer (e já disse assumindo-me problemático) que adquiri, também, manias insuportáveis e estou entrando na confortável zona afetiva que citei há pouco.
Se/quando aparecer alguém que eu tolere e vice-versa, abandono minha enraizada iniquidade e parto para o abraço.
Todos querem um amor, mas a liquidez que 36 anos de experiência propiciam é um pouco, se não incapacitante, procrastinadora.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Já Foi
"Urgente mesmo é ter calma" (Fábio de Melo).
Como a pressa e a impulsividade são destruidoras... Apressados não sentimos o sabor do que nos alimenta, apressados nos colocamos em risco no trânsito, apressados não percebemos um olhar carinhoso, apressados não notamos um potencial (afetivo ou não). E a pressa anda de mãos dadas com a impulsividade: comemos mais, brigamos por situações banais, atacamos quem nos acaricia e rompemos até mesmo com o amor.
Estou apressado para acalmar-me.
Como a pressa e a impulsividade são destruidoras... Apressados não sentimos o sabor do que nos alimenta, apressados nos colocamos em risco no trânsito, apressados não percebemos um olhar carinhoso, apressados não notamos um potencial (afetivo ou não). E a pressa anda de mãos dadas com a impulsividade: comemos mais, brigamos por situações banais, atacamos quem nos acaricia e rompemos até mesmo com o amor.
Estou apressado para acalmar-me.
Obstinados
Inútil porfia...
Encarcerar-se em liberdade, voar todo o subterrâneo.
Colorir o cinza que insiste em renovar-se; vislumbrar o pouco provável.
Alegrias paliativas, renovações interinas. Fastígio no escuro.
Quem pode salvar-se de si mesmo? E como o querer?
Simbiose com o cotidiano repelente - dores, flores. Alma doente.
O trágico na vida é seu início. Sístoles, diástoles - tolos movimentos; amar, odiar, querer, não desejar... Faça-se breve, vida; chegue em breve, morte. Ou não?
Polos visitados constantemente; vontades, fomes, ânsias e asias. E vem a alegria.
E vai.
E vem.
Encarcerar-se em liberdade, voar todo o subterrâneo.
Colorir o cinza que insiste em renovar-se; vislumbrar o pouco provável.
Alegrias paliativas, renovações interinas. Fastígio no escuro.
Quem pode salvar-se de si mesmo? E como o querer?
Simbiose com o cotidiano repelente - dores, flores. Alma doente.
O trágico na vida é seu início. Sístoles, diástoles - tolos movimentos; amar, odiar, querer, não desejar... Faça-se breve, vida; chegue em breve, morte. Ou não?
Polos visitados constantemente; vontades, fomes, ânsias e asias. E vem a alegria.
E vai.
E vem.
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