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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Guerra Sexual

Ouvi dizer que estão preparando o "remake" da novela "Guerra dos Sexos", com certeza tratarão o assunto de forma caricata e banal. Mas não seria uma ótima oportunidade de fazer um trabalho de qualidade e conteúdo? Creio que hoje, mais do que qualquer outra época, vivemos essa interminável tolice.

O feminismo austero chega a ser violento e ridículo, assim como o machismo ultrapassado. O fato é que as "feministas de carteirinha" odeiam os homens, e com isso odeiam casamentos, odeiam mulheres bonitas e odeiam, principalmente, mulheres que ficam bonitas para os homens. Como diz Luiz Felipe Pondé, são essas mulheres que um dia vão disputar nosso Prestobarba com a gente. O problema é que essas desvairadas fazem, de uma maneira ou de outra, com que as mulheres se sintam culpadas por serem mulheres. Coisa de doido. Nenhum gênero é superior ao outro, nenhum gênero deve dominar o outro, nenhum gênero deve ganhar mais que o outro, mas cada um tem seu papel, e seu papel é do lado do outro. É muito complexa essa relação, por exemplo: as mulheres, mesmo independentes, querem que cuidemos delas, querem que paguemos a conta (não adianta dizer que não), querem nossos presentes... Não há problema nisso, o problema é que qualquer favor ou pedido que façamos soa como "absurdo". Minha última namorada (essa foi "punk"), bem sucedida, bonita, semirrealizada (só não era mais por que não queria) quase teve um "AVC" por que, certa feita, eu estando ao telefone pedi pra ela pegar uma água para mim na sorveteria em que estávamos. Socorro!!! Era só uma gentileza. Cadê o "tempo de delicadeza", como escreveu o grande "Chico Buarque"? Nós não gostamos de mulheres submissas, admiramos mulheres competentes e inteligentes (com exceções de uns "ogros" que existem por aí). O amor pode e deve ser uma troca de gentilezas, e é fato: precisamos um do outro. "É impossível ser feliz sozinho", não é, Tom? Queria muito (e sei que vou) encontrar uma companheira que me complete, não quero ser sozinho. Nossos filhos crescem, nossos cães morrem, nossos "brinquedos" ficam velhos e perdem a graça. O que fica é a história escrita à duas mãos, dois corações... Pra sentirem-se "fortes e independentes" as mulheres se fazem tristes. Ninguém é independente de coisa nenhuma, ter seu próprio ganha pão é apenas ter seu próprio ganha pão. Eu dependo de alguém pra me realizar e alguém depende de mim. Mesmo que seja cíclico. A sabia igreja católica, que é distorcida por diversos interesses, sempre nos levou a formar "uma só carne". Isso é lindo. Isso quer dizer que nos completamos, e é fato que só nos sentimos inteiros com alguém ao nosso lado. Não quero que se apague todo o histórico de sofrimentos e humilhações que homens retrógrados causaram às mulheres, mas esses homens foram substituídos por mulheres que, tentando ser modernas, andam mais para trás do que paulista sambando.
Precisamos um do outro. Não vai me dizer que a Natureza errou, vai?