Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de março de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

Em nome do bicho

“Quanto mais eu conheço o homem, mais eu gosto de bicho”.
Parto dessa frase para tentar explicar, inclusive para mim, os excessos de mimo para com seres irracionais.
É meio óbvia a frustração intrínseca a essas pessoas que chegam a considerarem-se agnadas a tais animais. Antes de me expressar quero deixar claro que adoro o convívio com esses maravilhosos seres.
Preciso dizer também que acho o tratamento no “diminutivo” um dos principais traços da falsidade. Bom, vamos lá. Conheço diversas histórias de pessoas que “morreriam” por seu cão e que passavam noites em claro quando o coitado tinha uma dor de barriga ou qualquer outra patologia, mas ao receber uma visitinha da cegonha passaram simplesmente a “odiá-lo” por um simples latido que possa acordar o bebê ou, pior, acordar a elas próprias num de seus raros momentos de descanso maternal ou paternal. Essas pessoas cancelavam viagens que não acolhiam seu cão de maneira “adequada”(vale dizer que o adequado aqui é um grande sintoma de retardamento mental) e conversavam com eles no diminutivo, agora, quando não odeiam, desprezam. Acho muito hipócrita essa forma de tratá-los, esse carinho brota da solidão e nada mais é que um “remédio” para a frustração de não ter um parceiro legal e/ou um descendente. É verdade que o cão se acostuma muito com seu estilo de vida e sofre muito depois com qualquer mudança, principalmente as extremas que saem do amor e estacionam (permanentemente) no ódio.
E, além de tudo, é burrice mimar um bicho ao ponto de ele te envergonhar em casa ou motivar olhares tortos a você numa praia, por exemplo.
Adoro assistir um filme acariciando meu Pit Bull, mas ele sabe que vai para sua casa depois e por isso aproveita os momentos ao meu lado e vai feliz para seu “lar”, esperando a próxima sessão. É muito mais louvável você manter, sempre, o tratamento que você é capaz de desprender, sem altos e baixos, com carinho e não “hipocrisia”, mesmo que essa seja inconsciente.
Não se julgue bom por bajular os bichinhos, isso não quer dizer nada. Há várias maneiras de ser realmente bom com os animais, invente uma.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Guerra Sexual

Ouvi dizer que estão preparando o "remake" da novela "Guerra dos Sexos", com certeza tratarão o assunto de forma caricata e banal. Mas não seria uma ótima oportunidade de fazer um trabalho de qualidade e conteúdo? Creio que hoje, mais do que qualquer outra época, vivemos essa interminável tolice.

O feminismo austero chega a ser violento e ridículo, assim como o machismo ultrapassado. O fato é que as "feministas de carteirinha" odeiam os homens, e com isso odeiam casamentos, odeiam mulheres bonitas e odeiam, principalmente, mulheres que ficam bonitas para os homens. Como diz Luiz Felipe Pondé, são essas mulheres que um dia vão disputar nosso Prestobarba com a gente. O problema é que essas desvairadas fazem, de uma maneira ou de outra, com que as mulheres se sintam culpadas por serem mulheres. Coisa de doido. Nenhum gênero é superior ao outro, nenhum gênero deve dominar o outro, nenhum gênero deve ganhar mais que o outro, mas cada um tem seu papel, e seu papel é do lado do outro. É muito complexa essa relação, por exemplo: as mulheres, mesmo independentes, querem que cuidemos delas, querem que paguemos a conta (não adianta dizer que não), querem nossos presentes... Não há problema nisso, o problema é que qualquer favor ou pedido que façamos soa como "absurdo". Minha última namorada (essa foi "punk"), bem sucedida, bonita, semirrealizada (só não era mais por que não queria) quase teve um "AVC" por que, certa feita, eu estando ao telefone pedi pra ela pegar uma água para mim na sorveteria em que estávamos. Socorro!!! Era só uma gentileza. Cadê o "tempo de delicadeza", como escreveu o grande "Chico Buarque"? Nós não gostamos de mulheres submissas, admiramos mulheres competentes e inteligentes (com exceções de uns "ogros" que existem por aí). O amor pode e deve ser uma troca de gentilezas, e é fato: precisamos um do outro. "É impossível ser feliz sozinho", não é, Tom? Queria muito (e sei que vou) encontrar uma companheira que me complete, não quero ser sozinho. Nossos filhos crescem, nossos cães morrem, nossos "brinquedos" ficam velhos e perdem a graça. O que fica é a história escrita à duas mãos, dois corações... Pra sentirem-se "fortes e independentes" as mulheres se fazem tristes. Ninguém é independente de coisa nenhuma, ter seu próprio ganha pão é apenas ter seu próprio ganha pão. Eu dependo de alguém pra me realizar e alguém depende de mim. Mesmo que seja cíclico. A sabia igreja católica, que é distorcida por diversos interesses, sempre nos levou a formar "uma só carne". Isso é lindo. Isso quer dizer que nos completamos, e é fato que só nos sentimos inteiros com alguém ao nosso lado. Não quero que se apague todo o histórico de sofrimentos e humilhações que homens retrógrados causaram às mulheres, mas esses homens foram substituídos por mulheres que, tentando ser modernas, andam mais para trás do que paulista sambando.
Precisamos um do outro. Não vai me dizer que a Natureza errou, vai?