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segunda-feira, 11 de abril de 2011

O Louco Protagonista


Somos atores, nosso palco é o que chamamos de “Sociedade”. Somos encarcerados num cenário escuro e frio, somo mentirosos, dissimulados, omitimos bons e maus sentimentos. Fingimos, em resumo. Não sou hipócrita, nunca fui, se escondemos algo (um amor, uma tara, uma alegria, uma tristeza), mentimos. E é essa mentira que faz o mundo “funcionar” - temos leis, temos famílias, temos muitos palpiteiros e precisamos agradar a todos e a nós mesmos paralelamente. Não estou me excluindo dessa seita de mentirosos, mas confesso que tento ser eu mesmo durante o maior tempo possível. Enfrento muita ira, muito preconceito, muitas inimizades (principalmente dos inimigos disfarçados de amigos), e também, muitas vezes, sou tratado como uma joia luxuosa e rara que só pode ser usada em situações muito especiais. Mas isso tudo é por que penso, é por que sou inteligente e como disse: não sou hipócrita. E como meu odômetro está com quase 33 “a idade de cristo” (ainda tenho que ouvir isso, mereço), minha paciência diminui na mesma proporção em que a idade aumenta. Acho que meu fim será ser socialmente um “louco”, mas como assim foi com os grandes pensadores, não me importo muito com isso. Arrogante, eu? Sou, sim – muito obrigado.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Minto, logo existo.

Diga sempre a verdade e acabará preso ou morto. É hipocrisia (e brega) vangloriar-se de falsas virtudes.
Se você se considera bom por dizer somente o que é verdade, eu te considero burro e arrogante.
Mas, na verdade, você não existe, portanto não falarei mais sozinho.
A verdade absoluta é moldada às nossas necessidades cotidianas, e só nossas mentiras nos são justificáveis, pensemos nisso.
Não vamos dizer às nossas mulheres que após horas de secador seus cabelos ficaram sem graça, vamos? Primeiro por que somos cavalheiros, depois, por que não somos loucos.
Não apoio a mentira, mas não sou sonso a ponto de dizer que não preciso dela, ou melhor: que o mundo sobreviveria sem ela. Poupar alguém, pelo menos estrategicamente, que está num péssimo momento não é imoral, é um ato solidário. Quando falo de estratégia, falo em ganhar tempo, pensar numa maneira sutil e pedagógica de contar uma verdade.
Enganar alguém é vil, mas mentir pode ser generoso.
E quanto as nossas taras? Diremos a um amigo que desejamos ardentemente sua mulher ou que deliramos por sua filha? Diremos às nossas mulheres que queríamos ela com aquela bela amiga juntas por uma noite? Você vai contar pro seu filho que Papai Noel não existe? Eu não, alguém conte para meu querido herdeiro, o Johan, quando for a hora.
Imaginem quantas guerras se travariam se todos os governantes fossem sinceros o tempo todo.
Não defendo um mundo de mentiras, só quero um mundo sincero, e pra ser sincero é preciso assumir que mentimos e que vamos mentir muito. Sem hipocrisia (escrevo muito essa palavra justamente por que a odeio). Bom, se você leu esse texto, tenha certeza de que quase tudo é verdade.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Em nome do bicho

“Quanto mais eu conheço o homem, mais eu gosto de bicho”.
Parto dessa frase para tentar explicar, inclusive para mim, os excessos de mimo para com seres irracionais.
É meio óbvia a frustração intrínseca a essas pessoas que chegam a considerarem-se agnadas a tais animais. Antes de me expressar quero deixar claro que adoro o convívio com esses maravilhosos seres.
Preciso dizer também que acho o tratamento no “diminutivo” um dos principais traços da falsidade. Bom, vamos lá. Conheço diversas histórias de pessoas que “morreriam” por seu cão e que passavam noites em claro quando o coitado tinha uma dor de barriga ou qualquer outra patologia, mas ao receber uma visitinha da cegonha passaram simplesmente a “odiá-lo” por um simples latido que possa acordar o bebê ou, pior, acordar a elas próprias num de seus raros momentos de descanso maternal ou paternal. Essas pessoas cancelavam viagens que não acolhiam seu cão de maneira “adequada”(vale dizer que o adequado aqui é um grande sintoma de retardamento mental) e conversavam com eles no diminutivo, agora, quando não odeiam, desprezam. Acho muito hipócrita essa forma de tratá-los, esse carinho brota da solidão e nada mais é que um “remédio” para a frustração de não ter um parceiro legal e/ou um descendente. É verdade que o cão se acostuma muito com seu estilo de vida e sofre muito depois com qualquer mudança, principalmente as extremas que saem do amor e estacionam (permanentemente) no ódio.
E, além de tudo, é burrice mimar um bicho ao ponto de ele te envergonhar em casa ou motivar olhares tortos a você numa praia, por exemplo.
Adoro assistir um filme acariciando meu Pit Bull, mas ele sabe que vai para sua casa depois e por isso aproveita os momentos ao meu lado e vai feliz para seu “lar”, esperando a próxima sessão. É muito mais louvável você manter, sempre, o tratamento que você é capaz de desprender, sem altos e baixos, com carinho e não “hipocrisia”, mesmo que essa seja inconsciente.
Não se julgue bom por bajular os bichinhos, isso não quer dizer nada. Há várias maneiras de ser realmente bom com os animais, invente uma.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Em defesa de Pondé.

Embora esse tão admirado, por mim, escritor não precise que eu o defenda, farei-o por que hoje resolvi dar atenção a alguns comentários tecidos após seus textos.
Acho que, assim como eu, ele não dá muita importância às críticas por dois motivos: primeiro por que sabe que ninguém entendeu patavinas e, segundo, por que não há maneira melhor de chegar aos imbecis do que irritá-los, longe de mim achar que esse é o público alvo de Luiz Felipe Pondé, mas sei que se trata desses a imensa maioria que o critica.
Condenam-o como ateu. Ele sabe melhor do que ninguém que ser ateu é brega e retrata apenas uma revolta besta de quem não sabe do que fala. O próprio Pondé já disse que acredita em Deus e na Alma, e só!!! É claro que ele terminaria essa afirmação com um frase de efeito, o que é típico de pessoas inteligentes e não superficiais.
Machista? Não, não é mesmo. Machista são essas mulheres que, como ele mesmo diz, em breve estarão disputando nossos prestobarbas com a gente. Essas que são contra o casamento, são contra a estética, são contra a sedução. Bom, as feias e mal cuidadas. No próprio mundo animal, no qual me incluo, naturalmente, o macho seduz a fêmea, fazendo estripolias, cantando mais alto, brigando melhor... E as fêmeas apenas sendo belas e/ou atraentes. Não quero dizer que uma mulher só precise disso, mas estou dizendo que temos isso, também, em nossa vida. Uma médica linda, inteligente, salvadora de vidas não pode ser uma boa esposa??? E uma boa esposa, não pode ser articulada e culta??? É isso que ele tenta mostrar: a unidade entre ética e estética.
Em tempo: conheço muito de perto uma bela médica que está há poucos passos de ser uma ótima esposa. Sem abrir mão de seu charme, de seu talento, de sua feminilidade e de sua independência financeira.
Quero terminar esse primeiro artigo recomendando que leiam os textos de Pondé, caso não entendam leiam de novo!!!