Não há mal algum em você se julgar melhor que alguém, muitas vezes você é mesmo.
Se você lê, você é mais culto que a maioria, se você é um artista, é mais sensível que a maioria, se você malha, é mais bonito...
Essa consciência faz de você uma pessoa agradável e humilde, só os “problemáticos” gostam de humilhar as pessoas. Se você é bem resolvido e conhece seu potencial, é muito mais fácil lidar com as diferenças. Costumo dizer que não me acho; tenho-me certeza. Uma postura arrogante é a maior prova de que alguém é inseguro e frustrado. E pode ter certeza, o mundo está cheio de pessoas bonitas, ricas, bem sucedidas, mas frustradas.
Paradoxalmente, pessoas boazinhas demais também o são, mas isso eu deixo pra outro texto.
Meu pai era um homem muito bom, era provedor e vivia em função da família, mas era muito mal resolvido. Há explicação: quando eu fiz terapia soube de horrores vividos por ele na infância, pois minha psicóloga era sua vizinha quando criança.
Bom, mas como ele era muito político, sempre tinha um cargo de presidente aqui, diretor ali e consequentemente tinha subalternos. Pobres... Humilhação era uma constante, choravam de ódio e tristeza paralelamente.
Mas garanto, com toda cultura e conhecimento que venho galgando há 32 anos, era um homem bom. Digo era, mas ele ainda vive, apenas desapareceu num domingo qualquer há alguns anos atrás. Teve seus motivos. Eu tento ser, como já disse em outro texto nesse blog, um “camaleão cultural” – tento me adaptar às condições de conhecimento e sensibilidade dos ambientes que freqüento, e, cá entre nós: muitas vezes são bem escassos.
Quem me conhece superficialmente, geralmente gosta de mim; mas quem me conhece de verdade me ama ou me odeia. Tenho uma opinião formada sobre vários temas “horripilantes” da vida, isso muito incomoda. Como a maioria de pessoas inteligentes, tenho muito mais dúvidas que certezas, mas das poucas certezas que tenho sou um guardião inflexível. Tenho um defeito muito chamativo para os dias de hoje: não sei fazer média, não sei puxar saco.
É lógico que não vou impor meus pensamentos em ambientes em que pouco se pensa, assim vou estar sendo arrogante e estarei perdendo tempo, e se for pra perder tempo, que seja com pessoas que realmente me importam.
Mas pra conseguir viver assim, sem jogar tuas certezas na cara de todos a torto e direito, é preciso estar bem resolvido. Adoro a maneira com Luis Felipe Pondé escreve: jogando tuas verdade na cara dos leitores, mas lê quem quer, não??? Geralmente são pessoas cultas que leem e, principalmente, entendem seus textos. Então é guerra de igual pra igual.
Quero terminar esse texto indicando seu último texto escrito na Folha de São Paulo que tem um título, digamos, peculiar: “Deus me livre de ser feliz”. Boa leitura.
Partir da mediocridade ao conhecimento não mais é oportunidade, é dever.
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sexta-feira, 11 de março de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Matrix?
Essa frenética busca pela felicidade em que vive hoje o ser humano é a grande causadora das angústias e frustrações existenciais.
Dietas específicas, consumo sustentável, reciclagem e demais modismos são o retrato da fuga dessa insignificância que representamos. Não, amigo, não acho que não devemos melhorar o que podemos, apenas é preciso ter consciência de que podemos muito pouco. Assumir e encarar frustrações e demais sentimentos “ruins” é a melhor forma de manter a mente sã, ou seja, seu cérebro (pensamentos) funcionando.
Não há como dividir-nos em corpo e alma, podemos ser um acidente da matéria, de repente nem era pra existirmos. Pode ser que nossa vida não faça sentido algum. Você é capaz de encarar isso? Pois é, é difícil. Por isso a necessidade de crenças tolas e modismos. Pensar faz as pessoas mais infelizes, é fato. A classe artística se alimenta de solidão e fracassos, mas solidão e fracassos que vêm de pensamentos próprios, esses que são os verdadeiramente inteligentes (tenho o apoio de Schopenhauer nessa questão). Eu prefiro assim. Deixe-me fazer uma digressão: Empiricamente, eu acredito que há um Deus criador de tudo e que somos detentores de uma alma (na verdade somos uma alma detentora de um corpo), mas também acredito piamente que depois da criação o problema é todo nosso, Deus não quer saber de blá, blá, blá. Voltemos ao sofrimento dos pensantes.
Aceitar nossa insignificância, mesmo que pareça assaz triste, é a melhor maneira de aceitarmos a vida e suas inexatidões. É preciso de fé, mas não conte com o destino nem com uma mãozinha de Deus para se sentir feliz (quis exatamente dizer “sentir” ao invés de “ser”), seja você para isso. Se tentarmos nos enganar com uma falsa felicidade, aí sim, certa hora a realidade nos pega como numa tocaia: bruscamente, sem dó.
O ser humano inventa de tudo pra justificar sua existência, mas é só pensar um pouco para chegar à conclusão de que isso é impossível.
Sobre esse assunto, recomendo “Contra um mundo melhor” de Luiz Felipe Pondé, que na verdade mostra o desprezo que o autor tem com um mundo que engana a si mesmo.
Esse mundo melhor de que somos contra é o mundo da hipocrisia e da ignorância, um mundo que, infelizmente, até mesmo nas universidades vem sendo criado. Não deixe que moldem você, se preciso, leia menos e pense mais. Erudição para um ser humano muitas vezes se assemelha à uma coalheira a um cavalo.
Dietas específicas, consumo sustentável, reciclagem e demais modismos são o retrato da fuga dessa insignificância que representamos. Não, amigo, não acho que não devemos melhorar o que podemos, apenas é preciso ter consciência de que podemos muito pouco. Assumir e encarar frustrações e demais sentimentos “ruins” é a melhor forma de manter a mente sã, ou seja, seu cérebro (pensamentos) funcionando.
Não há como dividir-nos em corpo e alma, podemos ser um acidente da matéria, de repente nem era pra existirmos. Pode ser que nossa vida não faça sentido algum. Você é capaz de encarar isso? Pois é, é difícil. Por isso a necessidade de crenças tolas e modismos. Pensar faz as pessoas mais infelizes, é fato. A classe artística se alimenta de solidão e fracassos, mas solidão e fracassos que vêm de pensamentos próprios, esses que são os verdadeiramente inteligentes (tenho o apoio de Schopenhauer nessa questão). Eu prefiro assim. Deixe-me fazer uma digressão: Empiricamente, eu acredito que há um Deus criador de tudo e que somos detentores de uma alma (na verdade somos uma alma detentora de um corpo), mas também acredito piamente que depois da criação o problema é todo nosso, Deus não quer saber de blá, blá, blá. Voltemos ao sofrimento dos pensantes.
Aceitar nossa insignificância, mesmo que pareça assaz triste, é a melhor maneira de aceitarmos a vida e suas inexatidões. É preciso de fé, mas não conte com o destino nem com uma mãozinha de Deus para se sentir feliz (quis exatamente dizer “sentir” ao invés de “ser”), seja você para isso. Se tentarmos nos enganar com uma falsa felicidade, aí sim, certa hora a realidade nos pega como numa tocaia: bruscamente, sem dó.
O ser humano inventa de tudo pra justificar sua existência, mas é só pensar um pouco para chegar à conclusão de que isso é impossível.
Sobre esse assunto, recomendo “Contra um mundo melhor” de Luiz Felipe Pondé, que na verdade mostra o desprezo que o autor tem com um mundo que engana a si mesmo.
Esse mundo melhor de que somos contra é o mundo da hipocrisia e da ignorância, um mundo que, infelizmente, até mesmo nas universidades vem sendo criado. Não deixe que moldem você, se preciso, leia menos e pense mais. Erudição para um ser humano muitas vezes se assemelha à uma coalheira a um cavalo.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Altruísmo nas relações amorosas?
Confesso que acreditava que qualquer casal, cedo ou tarde, iniciaria sua guerra que, como qualquer outra, é motivada por disputas de "poder", nesses casos o poder de ser o dono da "razão". Mas depois de ler "Quem me roubou de mim...", de "Fábio de Melo", percebi que ao defendermos nossa subjetividade geramos ações gentis de quem realmente nos quer bem. Em muitos casos um dos "lados" se desdobra para fazer-se presente e suprir a ausência de carinho que o outro "lado" vivencia. O perigo está na falta de reconhecimento e na falta de reciprocidade: o amor não é autruísta, gentileza que gera gentileza, nesses casos, exige um "tréplica". Um grande erro, talvez o maior, é abrirmos mão de nossa essência, é moldarmo-nos de acordo com o que o parceiro deseja. Não, não há problema em fazer pequenos sacrifícios para ver quem você ama feliz, mas como qualquer ser "normal", você espera, no mínimo, reconhecimento. A maravilha em um relacionamento está em, com algum tempo passado, você não se arrepender de sacrifícios feitos.
Filosofemos um pouco: muitos dizem que o segredo está no equilíbrio. Não discordo. Mas onde é o ponto de equilíbrio? No centro? Também não discordo. Então é simples: fiquemos no meio termo e tudo dará certo. Não!!! De jeito nenhum. "Osho" diz que "se você está sempre à direita, está errado; se você está sempre a esquerda, está errado; se você está sempre no meio, está morto." Pra tornarmo-nos pessoas equilibradas, antes de tudo, precisamos conhecermo-nos, para isso precisamos estar em constante viagem entre nossos extremos. Não é nada funcional querer ser quem não é, você estará triste mesmo quando achar que está feliz. Essa auto-alienação pode ser fatal pra sua subjetividade, e se sua subjetividade morre, seu relacionamento é enterrado junto.
Trocando em miúdos - não aceite migalhas. Ofenda-se com o que te ofende, alegre-se com o que te alegra, lute por sua justiça. Só depois disso você saberá ceder sem derrotismo. E ceder nem sempre é o correto, muitas vezes você acha que está com a razão e está!!! Certos sentimentos fazem-nos sentir culpados por estarmos certos. esse é o trunfo do sequestrador de subjetividades, aquele que quer tudo de você e pouco (ou nada) lhe dá.
Se ambos alcançam essa sabedoria e a colocam em prática, não haverá disputas. Haverá respeito e troca de gentilezas. O amor não é altruísta: o que se faz, no mínimo, espera-se como retribuição.
Filosofemos um pouco: muitos dizem que o segredo está no equilíbrio. Não discordo. Mas onde é o ponto de equilíbrio? No centro? Também não discordo. Então é simples: fiquemos no meio termo e tudo dará certo. Não!!! De jeito nenhum. "Osho" diz que "se você está sempre à direita, está errado; se você está sempre a esquerda, está errado; se você está sempre no meio, está morto." Pra tornarmo-nos pessoas equilibradas, antes de tudo, precisamos conhecermo-nos, para isso precisamos estar em constante viagem entre nossos extremos. Não é nada funcional querer ser quem não é, você estará triste mesmo quando achar que está feliz. Essa auto-alienação pode ser fatal pra sua subjetividade, e se sua subjetividade morre, seu relacionamento é enterrado junto.
Trocando em miúdos - não aceite migalhas. Ofenda-se com o que te ofende, alegre-se com o que te alegra, lute por sua justiça. Só depois disso você saberá ceder sem derrotismo. E ceder nem sempre é o correto, muitas vezes você acha que está com a razão e está!!! Certos sentimentos fazem-nos sentir culpados por estarmos certos. esse é o trunfo do sequestrador de subjetividades, aquele que quer tudo de você e pouco (ou nada) lhe dá.
Se ambos alcançam essa sabedoria e a colocam em prática, não haverá disputas. Haverá respeito e troca de gentilezas. O amor não é altruísta: o que se faz, no mínimo, espera-se como retribuição.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Em defesa de Pondé.
Embora esse tão admirado, por mim, escritor não precise que eu o defenda, farei-o por que hoje resolvi dar atenção a alguns comentários tecidos após seus textos.
Acho que, assim como eu, ele não dá muita importância às críticas por dois motivos: primeiro por que sabe que ninguém entendeu patavinas e, segundo, por que não há maneira melhor de chegar aos imbecis do que irritá-los, longe de mim achar que esse é o público alvo de Luiz Felipe Pondé, mas sei que se trata desses a imensa maioria que o critica.
Condenam-o como ateu. Ele sabe melhor do que ninguém que ser ateu é brega e retrata apenas uma revolta besta de quem não sabe do que fala. O próprio Pondé já disse que acredita em Deus e na Alma, e só!!! É claro que ele terminaria essa afirmação com um frase de efeito, o que é típico de pessoas inteligentes e não superficiais.
Machista? Não, não é mesmo. Machista são essas mulheres que, como ele mesmo diz, em breve estarão disputando nossos prestobarbas com a gente. Essas que são contra o casamento, são contra a estética, são contra a sedução. Bom, as feias e mal cuidadas. No próprio mundo animal, no qual me incluo, naturalmente, o macho seduz a fêmea, fazendo estripolias, cantando mais alto, brigando melhor... E as fêmeas apenas sendo belas e/ou atraentes. Não quero dizer que uma mulher só precise disso, mas estou dizendo que temos isso, também, em nossa vida. Uma médica linda, inteligente, salvadora de vidas não pode ser uma boa esposa??? E uma boa esposa, não pode ser articulada e culta??? É isso que ele tenta mostrar: a unidade entre ética e estética.
Em tempo: conheço muito de perto uma bela médica que está há poucos passos de ser uma ótima esposa. Sem abrir mão de seu charme, de seu talento, de sua feminilidade e de sua independência financeira.
Quero terminar esse primeiro artigo recomendando que leiam os textos de Pondé, caso não entendam leiam de novo!!!
Acho que, assim como eu, ele não dá muita importância às críticas por dois motivos: primeiro por que sabe que ninguém entendeu patavinas e, segundo, por que não há maneira melhor de chegar aos imbecis do que irritá-los, longe de mim achar que esse é o público alvo de Luiz Felipe Pondé, mas sei que se trata desses a imensa maioria que o critica.
Condenam-o como ateu. Ele sabe melhor do que ninguém que ser ateu é brega e retrata apenas uma revolta besta de quem não sabe do que fala. O próprio Pondé já disse que acredita em Deus e na Alma, e só!!! É claro que ele terminaria essa afirmação com um frase de efeito, o que é típico de pessoas inteligentes e não superficiais.
Machista? Não, não é mesmo. Machista são essas mulheres que, como ele mesmo diz, em breve estarão disputando nossos prestobarbas com a gente. Essas que são contra o casamento, são contra a estética, são contra a sedução. Bom, as feias e mal cuidadas. No próprio mundo animal, no qual me incluo, naturalmente, o macho seduz a fêmea, fazendo estripolias, cantando mais alto, brigando melhor... E as fêmeas apenas sendo belas e/ou atraentes. Não quero dizer que uma mulher só precise disso, mas estou dizendo que temos isso, também, em nossa vida. Uma médica linda, inteligente, salvadora de vidas não pode ser uma boa esposa??? E uma boa esposa, não pode ser articulada e culta??? É isso que ele tenta mostrar: a unidade entre ética e estética.
Em tempo: conheço muito de perto uma bela médica que está há poucos passos de ser uma ótima esposa. Sem abrir mão de seu charme, de seu talento, de sua feminilidade e de sua independência financeira.
Quero terminar esse primeiro artigo recomendando que leiam os textos de Pondé, caso não entendam leiam de novo!!!
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