Partir da mediocridade ao conhecimento não mais é oportunidade, é dever.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Metamorfose em Processo.
Deitados, enquanto eu habitava Kafka, era habitado por você; carinhos sagradamente mal-intencionados embaralharam-me as letras, faziam meu intelecto verter em lascívia. Não demorou para que, vestido, sufocasse – minha pele a tua precisava tocar, meu corpo o teu explorar. Vivi genuinamente o que chamam de amor – fizemos amor; fizemos o amor.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Já para o Parquinho - Acéfalos.
Vidas, mortas, porém vidas. Nós, principalmente as mulheres, enxergamos e ouvimos somente o que desejamos ouvir e enxergar - qualquer consenso é natimorto. Uma das funções cerebrais que nos mantiveram vivos até agora é a de dar-nos sempre razão; blá-blá-bás filosóficos, por não serem palpáveis, são inócuos e fajutos - poucos filósofos se entendem com Darwin - na falsa Filosofia (a intelectualidade) toda réplica tem uma tréplica e assim vai até um dormir. Nunca eleja um intelectual para um cargo político. E nada como termos complicados para dar sono e vencer um argumento pelo cansaço.
A verdade não existe - solipsismo é coisa de esquizofrênico que, segundo "Jung", habita seu próprio inconsciente - assim como neuróticos habitam suas "personas".
Relações afetivas (sexuais) jamais darão certo se um não for o "tonto" da história - ambos devem ceder , mas, sempre, um muito mais. As mulheres adquiriram um poder que as deixaram mais neuróticas ainda - mas ainda amo as gostosas e/ou inteligentes.
Andei postando palavras de efeito como, exemplo, "inferno" - dois ou três retardados criticaram e até baniram (adorei!) meu "post". É que entre ler "Crepúsculo" e "Nietzshe" há um inferno de distância (Risadas) - Ah!, até rezaram por mim.
Bom, perdoem-me o "marketing" - mas há leituras "desemburradoras" na livraria Saraiva e vibradores de tamanhos e cores variados no sexy-shop de um amigo meu, que fica no segundo andar da galeria do "Calçadão" para suprir a ausência de ideias ou a de orgasmos.
E queridinha, foi você quem colocou teu rebento aqui no "subterrâneo" - e fui eu quem colocou o meu. Que não seja preciso leucemias ou qualquer outra vil doença para mostrar que, sim, ser pai ou mãe, às vezes é padecer no inferno. Espero que apenas a adolescência te mostre isso. Amo meu filho, por isso temo o mundo.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Carniça por Quilo
Não sou tolo, quem me conhece sabe que não sou "rabugento" como as hienas que me não conhecem consideram - divirto-me até demais; sorrio bastante, um belo sorriso, aliás.
Sou artista, tenho um quociente emocional altíssimo - embora digladie constantemente com o intelectual que também não é baixo. Com arrogância dos arquétipos herdados de gênios com menos recursos e mais tempo, divido, quase sempre, as pessoas como inteligentes ou idiotas. Não engulo fé, não digiro salvação - do que me falta cuido eu, sem alienadores muito bem remunerados. Sei que amigos são efêmeros, na hora da verdade, desaparecem - seja por já terem exaurido o que lhes interessava ou porque arrumaram algo melhor. Família? Fuja do "correto" que a maioria (nada é mais burro que a maioria) adotou e serás um vagabundo.
Pessoas idiotamente felizes incomodam as que necessitam de momentos de introspecção, e vice-versa. E é a ditadura da felicidade que ressuscita o totalitarismo disfarçando-o de saúde e bons costumes.
Pensar não é lúgubre nem faz mal a saúde (que é viver como desejas).
Como diz Pondé: "Se houvesse um plebiscito, a maioria escolheria viver numa gaiola feliz".
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Felizes Os Não Convidados
Parecia simples: sorrir ou chorar, aborrecer-se ou se alegrar. Mas elos hão de nascer ou, antes disso, perecer. Ou depois.
Que seu ventre seja a chegada, da morte partiremos; viver é o que há entre o amor e o horror; entre a terra e a flor.
A face enrugada por um sorriso é a mesma macia e lisa por um medo; do medo à loucura, valiosa, pura... Bons momentos são dissidentes que driblaram a guarda existencial, napoleões esquizofrênicos que sadicamente nos fazem vislumbrar uma utópica felicidade, a mesma santificada pelos tolos. Felizes por assim serem, e só por isso. E felizes. Há sabedoria em conhecer a onipresente infelicidade? É sábio o peixe que sobe a cachoeira?
Tolos somos nós, que incapazes somos de sê-lo.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Um Pouco de Melancolia
Vivi teu luto, dividi-a com a terra e agora tento, com carinho, não guardar o pouco de melhor que me dera. Precisei dar-te um corpo, etérea você me cercava, me envolvia... É, Paixão, vestindo-se de libido e despindo-se em lascívia fez de mim uma medíocre morada. Aceitar tua morte foi o mais duro e claudicante passo que eu dei; nos sonhos, onde você ainda vive, meu coração bate em quiálteras – diferentemente das longas semibreves que se arrastam quando desperto. Faz-me falta por tão ruim ter sido, dos prazeres não quero nem lembrar. Enfim, querida, sem fé ou alegrias, espero te não encontrar – seja num limbo, seja no mais macio pedaço do firmamento.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
De Dentro (A Ferrugem Educacional)
“Livros, jornais e internet já haviam me contado, teoricamente, o que venho aqui tratar.”
Em uma tríade de meses conheci muitos lugares hostis, pessoas invejosas e toscas, histórias familiares que jamais deveriam ser escritas – conheci algumas escolas. Antes da ontologia educacional, concisamente, vou tratar de um número que serve de foto 3X4 da realidade “Al Qaeda” do ensino que oferecem aos vossos pequenos rebentos: todas as salas-de-aulas da rede municipal de ensino têm dois ventiladores , destes, menos de 5% funcionam.
Agora, a parte “humana”(?): pessoas despreparadas, e não só tecnicamente, formam um enxame de abelhas-pombo que cagam na cabeça de seres que possuem criatividade incontestável – aniquilada pelo sistema corrosivo que é a educação em seu mais amplo sentido. Os sobas (diretores) também são inúteis, porém um pouco (bem pouco) melhor remunerados – mas os funcionários da educação, na maior parte, merecem o desrespeito e a má remuneração que recebem – e as crianças, muitas sem pai nem mãe, são Ferraris sem freio; sem contar a tendência “banditismo”, que está na moda e consideram bonito. E há o lixo cultural que é oferecido pelos professores, que, salvo exceções, não conhecem algo melhor.
E os discursos inclusivos? Caro amigo, há alguma inclusão em matricular um aluno totalmente cego e deixá-lo dormindo sobre os braços durante todas as aulas? É um exemplo, apenas um, mas dos que mais me revoltaram. Na Finlândia, onde a educação é referência para o mundo, há o que chamam de “Exclusão Positiva” – dentro da sala de aula, junto aos colegas, há um pequeno grupo de crianças que possuem dificuldades especialmente acompanhado por professores especializados. E é claro que são mestres bem treinados que fazem de maneira que não marginaliza os diferentes, fazendo com que o respeito impere. E só uma nota: antes de entrar na faculdade, as crianças que participaram de todo o caminho escolar “especial” estão aptas e preparadas tanto quanto as que não viveram alguma dificuldade – concorrendo (e sendo) de igual para igual. Infelizmente, estamos para a Finlândia tanto quanto o lado direito está para o esquerdo.
Confesso que por preguiça e mal-estar vou parando de escrever por aqui – mas haverá uma continuação.
Com efeito, pensem bem antes de jogar sua prole numa creche minada camuflada de escola.
Em tempo: há pessoas que valem a pena e trabalham com afinco e inteligência – procure por elas.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
A Bunda Pessoal e Intransferível
Os critérios são plenamente equivocados, mas, em essência, a “meritocracia” é sensata e justa. Como não existe nivelamento para talento, creio que é correto avaliar o empenho.
Estava lendo sobre a celeuma de cotas para estudantes que saem do público ensino médio rumo à universidade – que idiotice. Ao invés de melhorar a qualidade do ensino “gratuito” e, assim, igualar as chances, fazem piorar o ensino universitário nivelando por baixo.
Sem contar a “malandragem” de muito vagabundo burro - dá para imaginar o quão aproveitável serão as cotas para seres “água-de-salsicha”? A educação faliu, sabemos disso, mas há um porão no fundo do poço – sempre.
Uma pessoa pobre que queira entrar numa boa universidade deve se empenhar muito, mérito que será aniquilado com a “justiça” cotista.
Mas para não contar com hipóteses, é melhor, caso você ainda tenha uma bunda, sentar e estudar muito.
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