Agora, respeito qualquer dos meus sentimentos
Quero dormir com o medo, oscular meus receios
Saudade carnal tenho da angústia, ah, angústia...
Visto-me de preguiça para suportar a labuta
Acalento meus vícios, os quero bem tratados
Cantarolo o meu ódio em sublimes quiálteras
Divido o mundo graças ao meu onipresente ciúme
Tomo-o de volta respeitando minha generosidade
Conto miríades de minutos para ser enganado
Banho-me num oceano etílico para voltar à sobriedade
Purifico meus pulmões com seguidos charutos
Sim, frio. Temo a ressaca de um bom enredo
Preciso de arrogância para ser respeitoso
Dou agora o gole final do meu leite azedo
Partir da mediocridade ao conhecimento não mais é oportunidade, é dever.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Matéria Prima
Acabo de conversar com meu filho de três anos ao telefone, lembrei-me do grande filósofo e padre Fábio de Melo relatando uma experiência ocorrida em sua infância.
Ele contou, num bate papo gostoso com seu amigo Gabriel Chalita, que desde muito cedo ele adora cantar (cá entre nós, ele canta muito mal – mas algumas pessoas ilustres podem cantar mal e agradar até a músicos profissionais, como esse que vos escreve), e, certa feita, passara uma noite inteira ensaiando para uma apresentação que faria em sua escola. Bom, o fato ocorrido foi que com os atrasos de praxe em qualquer evento escolar ele acabou não se apresentando, frustrando-se e só nos dias de hoje, na idade adulta, percebe a importância que isso teve em sua vida, ou seja: ele faz questão de que prestemos atenção e levemos a sério os sentimentos dos menores, que, apesar de parecer o contrário, nem sempre são lúdicos. Comparo uma decepção infantil com uma dor de amor, de separação. Para quem sofre, essa é a maior dor do mundo, e com razão, carregamos um mundo dentro de nós a que chamamos de subjetividade, e pra esse ser o mundo está escuro, mudo, sem cheiro. Respeitemos a dor alheia. Atenção (não demagoga, mas real) é requisito básico na formação e educação de uma criança. Não se engane, elas tem seus sentimentos e eles são muito sérios, assim como tem suas maldades e são sérias, também. Uma criança já é um ser, com um universo de pensamentos limitado, mas de sentimentos tão grande ou maior que o nosso.
Você presta atenção à atenção que desprende a seu filho? Vou dar um exemplo:
Crianças adoram trabalhar e sentirem-se úteis, na cozinha e na faxina “molhada” principalmente. Pense comigo: você está na cozinha, a criança está doida pra te ajudar nos preparativos do almoço (é verdade que atrapalham bastante, mas educar não é fácil) e você no mesmo refrão de sempre diz “vá ver desenho na sala”. Ela vai triste e sentindo-se fracassada para sua sessão animada. Passam-se uns 12 anos e você pede pra essa mesma criança te ajudar com a louça, ela diz que está ocupada vendo desenhos. Você, com um novo refrão, diz “não presta pra nada essa peste”. É justo?
Esse é um entre bilhões de exemplos com quais podemos ilustrar nossas falhas pedagógicas, não se culpe, por isso existem os profissionais pra nos auxiliarem. Recomendo Içami Tiba. Na filosofia estuda-se a subjetividade primária, essa de quando temos poucas experiências, chamada de “ser original”. Fatores externos o transformarão no ser cotidiano, no ser contemporâneo. A família deve permitir bons fatores externos pra que se molde um ser belo, uma alma limpa e sem cicatrizes. Antes de recomendar livros, programas de TV ou qualquer coisa do tipo, peço apenas atenção (e respeito mútuo) aos sentimentos de qualquer ser, por mais inocente que pareça. Agora, gostaria de recomendar o livro “Quem ama educa”, do grande educador Içami Tiba. Leiam o livro, mas interpretem a vida.
Ele contou, num bate papo gostoso com seu amigo Gabriel Chalita, que desde muito cedo ele adora cantar (cá entre nós, ele canta muito mal – mas algumas pessoas ilustres podem cantar mal e agradar até a músicos profissionais, como esse que vos escreve), e, certa feita, passara uma noite inteira ensaiando para uma apresentação que faria em sua escola. Bom, o fato ocorrido foi que com os atrasos de praxe em qualquer evento escolar ele acabou não se apresentando, frustrando-se e só nos dias de hoje, na idade adulta, percebe a importância que isso teve em sua vida, ou seja: ele faz questão de que prestemos atenção e levemos a sério os sentimentos dos menores, que, apesar de parecer o contrário, nem sempre são lúdicos. Comparo uma decepção infantil com uma dor de amor, de separação. Para quem sofre, essa é a maior dor do mundo, e com razão, carregamos um mundo dentro de nós a que chamamos de subjetividade, e pra esse ser o mundo está escuro, mudo, sem cheiro. Respeitemos a dor alheia. Atenção (não demagoga, mas real) é requisito básico na formação e educação de uma criança. Não se engane, elas tem seus sentimentos e eles são muito sérios, assim como tem suas maldades e são sérias, também. Uma criança já é um ser, com um universo de pensamentos limitado, mas de sentimentos tão grande ou maior que o nosso.
Você presta atenção à atenção que desprende a seu filho? Vou dar um exemplo:
Crianças adoram trabalhar e sentirem-se úteis, na cozinha e na faxina “molhada” principalmente. Pense comigo: você está na cozinha, a criança está doida pra te ajudar nos preparativos do almoço (é verdade que atrapalham bastante, mas educar não é fácil) e você no mesmo refrão de sempre diz “vá ver desenho na sala”. Ela vai triste e sentindo-se fracassada para sua sessão animada. Passam-se uns 12 anos e você pede pra essa mesma criança te ajudar com a louça, ela diz que está ocupada vendo desenhos. Você, com um novo refrão, diz “não presta pra nada essa peste”. É justo?
Esse é um entre bilhões de exemplos com quais podemos ilustrar nossas falhas pedagógicas, não se culpe, por isso existem os profissionais pra nos auxiliarem. Recomendo Içami Tiba. Na filosofia estuda-se a subjetividade primária, essa de quando temos poucas experiências, chamada de “ser original”. Fatores externos o transformarão no ser cotidiano, no ser contemporâneo. A família deve permitir bons fatores externos pra que se molde um ser belo, uma alma limpa e sem cicatrizes. Antes de recomendar livros, programas de TV ou qualquer coisa do tipo, peço apenas atenção (e respeito mútuo) aos sentimentos de qualquer ser, por mais inocente que pareça. Agora, gostaria de recomendar o livro “Quem ama educa”, do grande educador Içami Tiba. Leiam o livro, mas interpretem a vida.
Minto, logo existo.
Diga sempre a verdade e acabará preso ou morto. É hipocrisia (e brega) vangloriar-se de falsas virtudes.
Se você se considera bom por dizer somente o que é verdade, eu te considero burro e arrogante.
Mas, na verdade, você não existe, portanto não falarei mais sozinho.
A verdade absoluta é moldada às nossas necessidades cotidianas, e só nossas mentiras nos são justificáveis, pensemos nisso.
Não vamos dizer às nossas mulheres que após horas de secador seus cabelos ficaram sem graça, vamos? Primeiro por que somos cavalheiros, depois, por que não somos loucos.
Não apoio a mentira, mas não sou sonso a ponto de dizer que não preciso dela, ou melhor: que o mundo sobreviveria sem ela. Poupar alguém, pelo menos estrategicamente, que está num péssimo momento não é imoral, é um ato solidário. Quando falo de estratégia, falo em ganhar tempo, pensar numa maneira sutil e pedagógica de contar uma verdade.
Enganar alguém é vil, mas mentir pode ser generoso.
E quanto as nossas taras? Diremos a um amigo que desejamos ardentemente sua mulher ou que deliramos por sua filha? Diremos às nossas mulheres que queríamos ela com aquela bela amiga juntas por uma noite? Você vai contar pro seu filho que Papai Noel não existe? Eu não, alguém conte para meu querido herdeiro, o Johan, quando for a hora.
Imaginem quantas guerras se travariam se todos os governantes fossem sinceros o tempo todo.
Não defendo um mundo de mentiras, só quero um mundo sincero, e pra ser sincero é preciso assumir que mentimos e que vamos mentir muito. Sem hipocrisia (escrevo muito essa palavra justamente por que a odeio). Bom, se você leu esse texto, tenha certeza de que quase tudo é verdade.
Se você se considera bom por dizer somente o que é verdade, eu te considero burro e arrogante.
Mas, na verdade, você não existe, portanto não falarei mais sozinho.
A verdade absoluta é moldada às nossas necessidades cotidianas, e só nossas mentiras nos são justificáveis, pensemos nisso.
Não vamos dizer às nossas mulheres que após horas de secador seus cabelos ficaram sem graça, vamos? Primeiro por que somos cavalheiros, depois, por que não somos loucos.
Não apoio a mentira, mas não sou sonso a ponto de dizer que não preciso dela, ou melhor: que o mundo sobreviveria sem ela. Poupar alguém, pelo menos estrategicamente, que está num péssimo momento não é imoral, é um ato solidário. Quando falo de estratégia, falo em ganhar tempo, pensar numa maneira sutil e pedagógica de contar uma verdade.
Enganar alguém é vil, mas mentir pode ser generoso.
E quanto as nossas taras? Diremos a um amigo que desejamos ardentemente sua mulher ou que deliramos por sua filha? Diremos às nossas mulheres que queríamos ela com aquela bela amiga juntas por uma noite? Você vai contar pro seu filho que Papai Noel não existe? Eu não, alguém conte para meu querido herdeiro, o Johan, quando for a hora.
Imaginem quantas guerras se travariam se todos os governantes fossem sinceros o tempo todo.
Não defendo um mundo de mentiras, só quero um mundo sincero, e pra ser sincero é preciso assumir que mentimos e que vamos mentir muito. Sem hipocrisia (escrevo muito essa palavra justamente por que a odeio). Bom, se você leu esse texto, tenha certeza de que quase tudo é verdade.
Gozo
Ainda em pé, beije-a sutilmente, termine cada beijo com uma leve mordidinha no lábio inferior. Segure seu rosto delicadamente com as duas mãos e escorregue paulatinamente uma delas para a nuca, a outra deixe despencar até a cintura, acaricie essa cintura. Segure os cabelos de baixo para cima e cheire seu pescoço. Comece a beijá-lo... Diga o quanto a deseja sussurrando em seu ouvido. Encoste na parede encostando-a em você, passeie com as mão sobre seu ventre, arrisque os seios. Tire tua blusa, ela vai tirar a dela ou esperar ardentemente que você a tire. Acaricie seus seios, vire-a de frente pra você, beije seus pescoço e ombro, curve-se e molhe os seios. Volte com força para a sua boca, perca todo o seu ar num sufocante beijo, pegue-a no colo carregando-a até a cama. Deixe-a apenas de lingerie, vire-a delicadamente de bruços, beije seus ombros e massageie-os levemente. Passe tua mão como um lenço pela espinha dorsal e depois desça tua boca à altura da cintura. Brinque à vontade com sua língua, deixando breves beijos pelo bumbum. Desvire-a.
Suba com tua boca, de novo, até seus seios, alterne beijos macios e violentos entre boca e coração. Beije seu ventre, segure forte sua cintura, invada delicadamente o que a lingerie esconde com beijos leves, porém seguros. Não fuja de teus medos, concentre-se neles e mais se excite. Tire a tua calça, mostre fisicamente teu desejo, passe teu corpo todo por todo o corpo dela beijando-a sempre. Tire sua calcinha, feche os olhos e passeie teu olfato por todo o sexo dela, ainda de olhos fechados, comece a beijá-lo.
Não se controle, agora você é bicho. Peça pra ela te ajudar com uma das mãos, mostrando-te assim o que a faz sussurrar, siga a mão dela com a língua. Tire tua cueca, rasteje teu tronco dos pés à boca dela, beije-a e penetre-a. Diga novamente o quanto a deseja, movimente-se com força, ouça seus sussurros, lembre-se que é você quem os provoca, infle teu ego e liberte o que há de libido em você. Vire-a de bruços novamente, penetre-a sutilmente, puxe sua cintura para que ela vá se posicionando em quatro apoios. Segure seus cabelos... Saia dela e perceba-a se deitar, agora deite e puxe-a para cima de você. Agora é a vez dela se movimentar, faça de tudo para deixá-la livre e confiante, se você a amar naquele segundo, diga isso à ela. Ela vai começar a tremer e sussurrar mais intensamente, seus movimentos irão ficar mais bruscos, mais intensos. Você vai sentir algumas unhadas... Ela vai se contrair e desabar sobre você. Se você chegou ao êxtase entre seus tremores e unhadas, ambos sentirão que logo estarão juntos novamente, se chegou antes, depois ou não chegou, sentirá o mesmo. Vocês foram muito bem. Parabéns.
Suba com tua boca, de novo, até seus seios, alterne beijos macios e violentos entre boca e coração. Beije seu ventre, segure forte sua cintura, invada delicadamente o que a lingerie esconde com beijos leves, porém seguros. Não fuja de teus medos, concentre-se neles e mais se excite. Tire a tua calça, mostre fisicamente teu desejo, passe teu corpo todo por todo o corpo dela beijando-a sempre. Tire sua calcinha, feche os olhos e passeie teu olfato por todo o sexo dela, ainda de olhos fechados, comece a beijá-lo.
Não se controle, agora você é bicho. Peça pra ela te ajudar com uma das mãos, mostrando-te assim o que a faz sussurrar, siga a mão dela com a língua. Tire tua cueca, rasteje teu tronco dos pés à boca dela, beije-a e penetre-a. Diga novamente o quanto a deseja, movimente-se com força, ouça seus sussurros, lembre-se que é você quem os provoca, infle teu ego e liberte o que há de libido em você. Vire-a de bruços novamente, penetre-a sutilmente, puxe sua cintura para que ela vá se posicionando em quatro apoios. Segure seus cabelos... Saia dela e perceba-a se deitar, agora deite e puxe-a para cima de você. Agora é a vez dela se movimentar, faça de tudo para deixá-la livre e confiante, se você a amar naquele segundo, diga isso à ela. Ela vai começar a tremer e sussurrar mais intensamente, seus movimentos irão ficar mais bruscos, mais intensos. Você vai sentir algumas unhadas... Ela vai se contrair e desabar sobre você. Se você chegou ao êxtase entre seus tremores e unhadas, ambos sentirão que logo estarão juntos novamente, se chegou antes, depois ou não chegou, sentirá o mesmo. Vocês foram muito bem. Parabéns.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Matrix?
Essa frenética busca pela felicidade em que vive hoje o ser humano é a grande causadora das angústias e frustrações existenciais.
Dietas específicas, consumo sustentável, reciclagem e demais modismos são o retrato da fuga dessa insignificância que representamos. Não, amigo, não acho que não devemos melhorar o que podemos, apenas é preciso ter consciência de que podemos muito pouco. Assumir e encarar frustrações e demais sentimentos “ruins” é a melhor forma de manter a mente sã, ou seja, seu cérebro (pensamentos) funcionando.
Não há como dividir-nos em corpo e alma, podemos ser um acidente da matéria, de repente nem era pra existirmos. Pode ser que nossa vida não faça sentido algum. Você é capaz de encarar isso? Pois é, é difícil. Por isso a necessidade de crenças tolas e modismos. Pensar faz as pessoas mais infelizes, é fato. A classe artística se alimenta de solidão e fracassos, mas solidão e fracassos que vêm de pensamentos próprios, esses que são os verdadeiramente inteligentes (tenho o apoio de Schopenhauer nessa questão). Eu prefiro assim. Deixe-me fazer uma digressão: Empiricamente, eu acredito que há um Deus criador de tudo e que somos detentores de uma alma (na verdade somos uma alma detentora de um corpo), mas também acredito piamente que depois da criação o problema é todo nosso, Deus não quer saber de blá, blá, blá. Voltemos ao sofrimento dos pensantes.
Aceitar nossa insignificância, mesmo que pareça assaz triste, é a melhor maneira de aceitarmos a vida e suas inexatidões. É preciso de fé, mas não conte com o destino nem com uma mãozinha de Deus para se sentir feliz (quis exatamente dizer “sentir” ao invés de “ser”), seja você para isso. Se tentarmos nos enganar com uma falsa felicidade, aí sim, certa hora a realidade nos pega como numa tocaia: bruscamente, sem dó.
O ser humano inventa de tudo pra justificar sua existência, mas é só pensar um pouco para chegar à conclusão de que isso é impossível.
Sobre esse assunto, recomendo “Contra um mundo melhor” de Luiz Felipe Pondé, que na verdade mostra o desprezo que o autor tem com um mundo que engana a si mesmo.
Esse mundo melhor de que somos contra é o mundo da hipocrisia e da ignorância, um mundo que, infelizmente, até mesmo nas universidades vem sendo criado. Não deixe que moldem você, se preciso, leia menos e pense mais. Erudição para um ser humano muitas vezes se assemelha à uma coalheira a um cavalo.
Dietas específicas, consumo sustentável, reciclagem e demais modismos são o retrato da fuga dessa insignificância que representamos. Não, amigo, não acho que não devemos melhorar o que podemos, apenas é preciso ter consciência de que podemos muito pouco. Assumir e encarar frustrações e demais sentimentos “ruins” é a melhor forma de manter a mente sã, ou seja, seu cérebro (pensamentos) funcionando.
Não há como dividir-nos em corpo e alma, podemos ser um acidente da matéria, de repente nem era pra existirmos. Pode ser que nossa vida não faça sentido algum. Você é capaz de encarar isso? Pois é, é difícil. Por isso a necessidade de crenças tolas e modismos. Pensar faz as pessoas mais infelizes, é fato. A classe artística se alimenta de solidão e fracassos, mas solidão e fracassos que vêm de pensamentos próprios, esses que são os verdadeiramente inteligentes (tenho o apoio de Schopenhauer nessa questão). Eu prefiro assim. Deixe-me fazer uma digressão: Empiricamente, eu acredito que há um Deus criador de tudo e que somos detentores de uma alma (na verdade somos uma alma detentora de um corpo), mas também acredito piamente que depois da criação o problema é todo nosso, Deus não quer saber de blá, blá, blá. Voltemos ao sofrimento dos pensantes.
Aceitar nossa insignificância, mesmo que pareça assaz triste, é a melhor maneira de aceitarmos a vida e suas inexatidões. É preciso de fé, mas não conte com o destino nem com uma mãozinha de Deus para se sentir feliz (quis exatamente dizer “sentir” ao invés de “ser”), seja você para isso. Se tentarmos nos enganar com uma falsa felicidade, aí sim, certa hora a realidade nos pega como numa tocaia: bruscamente, sem dó.
O ser humano inventa de tudo pra justificar sua existência, mas é só pensar um pouco para chegar à conclusão de que isso é impossível.
Sobre esse assunto, recomendo “Contra um mundo melhor” de Luiz Felipe Pondé, que na verdade mostra o desprezo que o autor tem com um mundo que engana a si mesmo.
Esse mundo melhor de que somos contra é o mundo da hipocrisia e da ignorância, um mundo que, infelizmente, até mesmo nas universidades vem sendo criado. Não deixe que moldem você, se preciso, leia menos e pense mais. Erudição para um ser humano muitas vezes se assemelha à uma coalheira a um cavalo.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Desatado
Era apenas mais um início de noite.
Ela chegou como quem chega ao paraíso, sorria feito criança, divertia-se e divertia-me com pitadas sensuais de humor. Sacou uma garrafa de vinho do banco de trás e oficializou uma paixão que já me era certa. Logo após ir embora deixou uma mensagem em meu telefone, essa dizia o quanto era impossível não gostar de mim. Estava de frente à pessoa da minha vida. Quimera...
O monstro logo emergiu, mostrando que o segredo para se encontrar um amor é não procurá-lo, as trilhas até ele devem vir em sentido contrário, trazendo ele até você, mantendo-te seguro em teu ninho e não exposto às mentiras ilusórias que a vida faz questão de nos contar. Se existe "alguém" que é austeramente sincero conosco, esse alguém é o cotidiano: quanto mais intenso, mais breve mostrará se é com o inimigo que você dorme. Ele te mostra toda a sujeira escondida debaixo do tapete. Arrogância, traições (carnais ou de confiança), histórico doentio de afeto por pessoas comprometidas, incompatibilidade universal de gênio e o pior: falta de alegria.
Santo anticoncepcional...
Ela chegou como quem chega ao paraíso, sorria feito criança, divertia-se e divertia-me com pitadas sensuais de humor. Sacou uma garrafa de vinho do banco de trás e oficializou uma paixão que já me era certa. Logo após ir embora deixou uma mensagem em meu telefone, essa dizia o quanto era impossível não gostar de mim. Estava de frente à pessoa da minha vida. Quimera...
O monstro logo emergiu, mostrando que o segredo para se encontrar um amor é não procurá-lo, as trilhas até ele devem vir em sentido contrário, trazendo ele até você, mantendo-te seguro em teu ninho e não exposto às mentiras ilusórias que a vida faz questão de nos contar. Se existe "alguém" que é austeramente sincero conosco, esse alguém é o cotidiano: quanto mais intenso, mais breve mostrará se é com o inimigo que você dorme. Ele te mostra toda a sujeira escondida debaixo do tapete. Arrogância, traições (carnais ou de confiança), histórico doentio de afeto por pessoas comprometidas, incompatibilidade universal de gênio e o pior: falta de alegria.
Santo anticoncepcional...
sábado, 22 de janeiro de 2011
Em nome do bicho
“Quanto mais eu conheço o homem, mais eu gosto de bicho”.
Parto dessa frase para tentar explicar, inclusive para mim, os excessos de mimo para com seres irracionais.
É meio óbvia a frustração intrínseca a essas pessoas que chegam a considerarem-se agnadas a tais animais. Antes de me expressar quero deixar claro que adoro o convívio com esses maravilhosos seres.
Preciso dizer também que acho o tratamento no “diminutivo” um dos principais traços da falsidade. Bom, vamos lá. Conheço diversas histórias de pessoas que “morreriam” por seu cão e que passavam noites em claro quando o coitado tinha uma dor de barriga ou qualquer outra patologia, mas ao receber uma visitinha da cegonha passaram simplesmente a “odiá-lo” por um simples latido que possa acordar o bebê ou, pior, acordar a elas próprias num de seus raros momentos de descanso maternal ou paternal. Essas pessoas cancelavam viagens que não acolhiam seu cão de maneira “adequada”(vale dizer que o adequado aqui é um grande sintoma de retardamento mental) e conversavam com eles no diminutivo, agora, quando não odeiam, desprezam. Acho muito hipócrita essa forma de tratá-los, esse carinho brota da solidão e nada mais é que um “remédio” para a frustração de não ter um parceiro legal e/ou um descendente. É verdade que o cão se acostuma muito com seu estilo de vida e sofre muito depois com qualquer mudança, principalmente as extremas que saem do amor e estacionam (permanentemente) no ódio.
E, além de tudo, é burrice mimar um bicho ao ponto de ele te envergonhar em casa ou motivar olhares tortos a você numa praia, por exemplo.
Adoro assistir um filme acariciando meu Pit Bull, mas ele sabe que vai para sua casa depois e por isso aproveita os momentos ao meu lado e vai feliz para seu “lar”, esperando a próxima sessão. É muito mais louvável você manter, sempre, o tratamento que você é capaz de desprender, sem altos e baixos, com carinho e não “hipocrisia”, mesmo que essa seja inconsciente.
Não se julgue bom por bajular os bichinhos, isso não quer dizer nada. Há várias maneiras de ser realmente bom com os animais, invente uma.
Parto dessa frase para tentar explicar, inclusive para mim, os excessos de mimo para com seres irracionais.
É meio óbvia a frustração intrínseca a essas pessoas que chegam a considerarem-se agnadas a tais animais. Antes de me expressar quero deixar claro que adoro o convívio com esses maravilhosos seres.
Preciso dizer também que acho o tratamento no “diminutivo” um dos principais traços da falsidade. Bom, vamos lá. Conheço diversas histórias de pessoas que “morreriam” por seu cão e que passavam noites em claro quando o coitado tinha uma dor de barriga ou qualquer outra patologia, mas ao receber uma visitinha da cegonha passaram simplesmente a “odiá-lo” por um simples latido que possa acordar o bebê ou, pior, acordar a elas próprias num de seus raros momentos de descanso maternal ou paternal. Essas pessoas cancelavam viagens que não acolhiam seu cão de maneira “adequada”(vale dizer que o adequado aqui é um grande sintoma de retardamento mental) e conversavam com eles no diminutivo, agora, quando não odeiam, desprezam. Acho muito hipócrita essa forma de tratá-los, esse carinho brota da solidão e nada mais é que um “remédio” para a frustração de não ter um parceiro legal e/ou um descendente. É verdade que o cão se acostuma muito com seu estilo de vida e sofre muito depois com qualquer mudança, principalmente as extremas que saem do amor e estacionam (permanentemente) no ódio.
E, além de tudo, é burrice mimar um bicho ao ponto de ele te envergonhar em casa ou motivar olhares tortos a você numa praia, por exemplo.
Adoro assistir um filme acariciando meu Pit Bull, mas ele sabe que vai para sua casa depois e por isso aproveita os momentos ao meu lado e vai feliz para seu “lar”, esperando a próxima sessão. É muito mais louvável você manter, sempre, o tratamento que você é capaz de desprender, sem altos e baixos, com carinho e não “hipocrisia”, mesmo que essa seja inconsciente.
Não se julgue bom por bajular os bichinhos, isso não quer dizer nada. Há várias maneiras de ser realmente bom com os animais, invente uma.
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